happysabbat

Happy Sabbath

Tempo de refletir - cap 1

Deus é aquele que fez todas as coisas, e todas as coisas são para a sua glória. Ele quis que muitos filhos partilhassem de sua glória.
Hebreus 2.10a; CEV

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos.1 João 3.1; NLT

Você foi formado para ser parte da família de Deus.

Deus quer uma família, e criou você para ser parte dela. Esse é o segundo propósito de Deus para sua vida, o qual planejou antes que você nascesse. Toda a Bíblia é a história de Deus formando uma família que irá amá-lo, honrá-lo e reinar com ele para sempre. Ela diz: Seu plano imutável sempre foi nos adotar para a sua própria família, trazendo-nos a si mesmo por meio de Jesus Cristo. E isso lhe trouxe grande prazer.

Deus é amor, por isso dá um imenso valor aos relacionamentos. Sua própria natureza é definida em relação aos relacionamentos; ele identifica a si mesmo em termos familiares: Pai, Filho, Espírito Santo. A Trindade é um relacionamento de Deus consigo mesmo. É o padrão perfeito para uma relação harmoniosa, e devemos estudar seu significado.

Deus sempre existiu e sempre teve um relacionamento amoroso consigo mesmo; logo, ele nunca esteve só. Ele não precisava de uma família, mas desejou uma; então arquitetou um plano para nos criar, trazer-nos para sua família e dividir conosco tudo o que possui. Isso dá a Deus um grande prazer. A Bíblia diz: Foi para ele um dia feliz quando nos deu nossa vida nova, por meio da verdade de sua Palavra; e nós nos tornamos, por assim dizer, os primeiros filhos de sua nova família.

Quando colocamos nossa fé em Cristo, Deus se torna nosso Pai, nós nos tornamos seus filhos e os outros crentes se tornam nossos irmãos e irmãs; e a igreja se torna nossa família espiritual. A família de Deus inclui todos os crentes do passado, do presente e do futuro.

Cada ser humano foi criado por Deus, mas nem todos são filhos de Deus. A única forma de entrar na família de Deus é nascendo novamente dentro dela. Você se torna parte da família humana no seu primeiro

nascimento, mas se torna membro da família de Deus pelo segundo nascimento. Deus nos deu o privilégio de nascermos de novo, de modo que agora somos membros da família do próprio Deus.

O convite para sermos parte da família de Deus é universal,4 mas há uma condição: a fé em Jesus. A Bíblia diz: Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.

Sua família espiritual é ainda mais importante que sua família física, porque durará para sempre. Nossas famílias na terra são maravilhosas dádivas de Deus, mas são temporárias e frágeis; freqüentemente rompidas pelo divórcio, a distância, a velhice e inevitavelmente a morte. No entanto, nossa família espiritual — o nosso relacionamento com os outros crentes — irá continuar pela eternidade afora. É uma união muito mais forte, um laço mais permanente do que parentesco de sangue. Sempre que Paulo parava para pensar no propósito eterno de Deus para todos nós, ele rompia em louvores: Quando eu penso na sabedoria e na extensão do seu plano, eu caio de joelhos e rogo ao Pai de toda a grande família de Deus — alguns deles lá em cima no céu e outros aqui embaixo na terra.

Os benefícios de fazer parte da família de Deus
No momento em que nasceu espiritualmente na família de Deus, você recebeu alguns presentes espantosos: o nome da família, a aparência da família, os privilégios da família, o acesso à intimidade da família e a herança da família!7 A Bíblia diz: Por ser filho, Deus também o tornou herdeiro.

O Novo Testamento dá grande ênfase à nossa valiosa “herança”. Ele nos diz: O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus? Como filhos de Deus, temos uma parte da fortuna da família. Aqui na terra, recebemos as riquezas […] da sua graça […], bondade […], paciência […], glória […], sabedoria […], poder […] e misericórdia. Mas na eternidade nós vamos herdar ainda mais.

Paulo disse: Eu quero que vocês percebam o quanto é rica e gloriosa a herança que ele tem dado ao seu povo. O que exatamente abrange essa herança? Primeiro, seremos levados para estar com Deus para sempre. Segundo, seremos completamente transformados para sermos como Cristo. Terceiro, seremos livres de toda dor, sofrimento e morte. Quarto, seremos recompensados e reassumiremos posições de trabalho. Quinto, seremos levados para participar da glória de Cristo. Que herança! Você é muito mais rico do que pensa.

A Bíblia diz: Deus reservou uma herança inestimável para seus filhos. Ela está guardada no céu para vocês, pura e incorruptível, longe do alcance de mudanças ou da decadência. Isso significa que a sua herança eterna é inestimável, pura, perpétua e protegida. Ninguém pode tirá-la de você; ela não pode ser destruída pela guerra, por uma economia deficiente ou por um desastre natural. É por esta herança eterna, e não pela aposentadoria, que você deveria estar ansioso e se esforçando. Paulo diz: Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. Aposentar-se é uma meta tacanha. Você deveria estar vivendo na luz da eternidade.

Batismo: identificando-se com a família de Deus
Famílias saudáveis têm orgulho de si mesmas; seus membros não se envergonham de serem reconhecidos como parte da família. Lamentavelmente, conheci muitos crentes que, ao contrário do que Jesus ordenou, jamais se identificaram publicamente com suas famílias espirituais, ou seja: não foram batizados.

O batismo não é um ritual opcional, a ser atrasado ou postergado. Ele significa sua inclusão na família de Deus e anuncia publicamente ao mundo: “Eu não tenho vergonha de ser parte da família de Deus”. Você já foi batizado? Jesus ordenou que esse belo ato fosse realizado por toda a família. Ele nos disse: Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Durante anos eu quis entender por que a Grande Comissão de Jesus deu ao batismo a mesma importância das grandes missões de evangelismo e edificação. Por que o batismo é tão importante? Então percebi que é por simbolizar o segundo propósito de Deus para nossa vida: a participação na família eterna de Deus.

O batismo é carregado de significado. Ele declara sua fé, comunica a morte e ressurreição de Cristo, simboliza a morte para a antiga vida e anuncia sua nova vida em Cristo; além de também ser uma comemoração de sua inclusão na família de Deus.

O batismo é a representação física de uma verdade espiritual. Ele representa o que aconteceu no instante em que Deus o trouxe para sua família: Alguns de nós são judeus, alguns são gentios, alguns são escravos e alguns são livres. Mas todos fomos batizados no corpo de Cristo por um Espírito, e todos recebemos o mesmo Espírito.

O batismo não o torna um membro da família de Deus; somente a fé em Cristo faz isso. O batismo demonstra que você já é parte da família de Deus. Tal qual uma aliança de casamento, é um lembrete visível de um compromisso íntimo feito no coração. É um ato de iniciação, e não algo que você deva protelar até estar espiritualmente maduro. A única condição bíblica é crer.

No Novo Testamento, as pessoas eram batizadas assim que criam. No Pentecoste, 3 mil pessoas foram batizadas no mesmo dia em que aceitaram a Cristo. Em outro lugar, um líder etíope foi batizado no mesmo instante em que se converteu, e Paulo e Silas batizaram um carcereiro filipense e sua família à meia-noite. Não há nenhum batismo atrasado no Novo Testamento. Se você ainda não foi batizado como expressão de sua fé em Cristo, seja o mais rápido possível, como Jesus ordenou.

O maior privilégio da vida
A Bíblia diz: Jesus e as pessoas que ele santificou pertencem todos à mesma família. Por isso ele não se envergonha de chamá-los irmãos e irmãs.  Deixe essa verdade maravilhosa penetrar em você. Você é parte da família de Deus, e, por Jesus tê-lo feito santo, Deus tem orgulho de você! As palavras de Jesus são inequívocas: E, [Jesus] estendendo a mão para os discípulos, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Ser incluído na família de Deus é a maior honra e o maior privilégio que se pode receber. Não há nada que se compare. Sempre que você se sentir insignificante, desprezado ou inseguro, lembre-se daquele a quem você pertence.

tempo de refletir-box

Tempo de refletir - cap 1

Quando Deus PARECE DISTANTE Ele se escondeu do seu povo, mas eu confio nele e nele ponho a minha esperança. Isaías 8.17; NTLH

Deus é real, a despeito de como você se sinta.

É fácil adorar a Deus quando as coisas vão bem — quando ele provê comida, amigos, família, saúde e situações felizes. Mas as circunstâncias não são sempre agradáveis. E como então você irá adorar a Deus? O que você faz quando Deus parece estar a milhões de quilômetros?

A mais profunda adoração é louvar a Deus a despeito da dor, dar graças durante a provação, manter a confiança nele em meio à tentação, render-se a ele durante um sofrimento e amá-lo quando ele parece distante.

Amizades são freqüentemente testadas por separação e silêncio; ou você é separado por uma distância física, ou está impossibilitado de conversar. Na sua amizade com Deus, não será sempre que você se sentirá próximo dele. Philip Yancey observou sabia- mente: “Todo relacionamento passa por períodos de proximidade e distanciamento, e, no relacionamento com Deus, por mais íntimo que seja, o pêndulo vai oscilar de um lado para o outro”. É aí que a adoração fica difícil.

Para amadurecer a amizade, Deus irá testá-la com períodos de aparente separação — épocas em que se tem o sentimento de que Deus nos abandonou ou esqueceu. Tem-se a impressão de que Deus está a quilômetros de distância. João da Cruz se referiu a esses dias de seca espiritual, dúvida e distanciamento de Deus como “a noite escura da alma”. Henri Nouwen chamou-os de “o ministério da ausência”. A. W. Tozer chamou-os de “o ministério da noite”. Outros o mencionam como “o inverno do coração”.

Com exceção de Jesus, Davi foi provavelmente quem teve uma amizade mais íntima com Deus do que qualquer outra pessoa. Deus teve prazer em chamá-lo um homem segundo o meu coração. Apesar disso, Davi freqüentemente reclamava da aparente ausência de Deus: Por que, SENHOR, tu permaneces afastado na hora do sofrimento? Por que te escondes de mim?; Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia?;  Por que me rejeitaste? É óbvio que Deus não abandonou realmente Davi, assim como não abandona você. Ele prometeu várias vezes: Eu jamais o abandonarei ou rejeitarei. Mas Deus não prometeu: “Você sempre sentirá a minha presença”. Aliás, Deus reconhece que algumas vezes esconde a sua face de nós. Existem momentos em que ele parece ter desaparecido de nossa vida sem deixar pistas.

Floyd McClung descreve o que acontece: “Certo dia você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão espiritual se foram. Você ora, mas nada acontece. Você repreende o Diabo, mas isso não muda nada. Você faz exercícios espirituais […] seus amigos oram por você […] você confessa cada pecado que consegue imaginar, e então sai por aí pedindo perdão a todos que conhece. Você jejua […] e nada ainda. Você começa a se perguntar quanto tempo essa depressão espiritual irá durar. Dias? Semanas? Meses? Será que ela vai acabar? […] você tem a impressão de que suas orações simplesmente batem no teto e voltam. Em absoluto desespero, você grita: “Qual é o meu problema?”.

A verdade é que não há nada de errado com você! Trata-se de uma parte normal da provação e amadurecimento de sua amizade com Deus. Todo cristão passa por isso ao menos uma vez, e normal- mente várias vezes. É doloroso e perturbador, mas absolutamente vital para o desenvolvimento da sua fé. Ter conhecimento disso deu esperança a Jó quando não podia sentir a presença de Deus em sua vida. Ele falou: Se vou para o Oriente, lá ele não está; se vou para o Ocidente, não o encontro. Quando ele está em ação no Norte, não o enxergo; quando vai para o Sul, nem sombra dele eu vejo! Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro.

Quando Deus parece distante, você pode pensar que ele está zangado ou o está punindo por algum pecado. E na verdade o pecado realmente o desliga de uma amizade íntima com Deus. Nós entristecemos o Espírito de Deus e sufocamos nossa amizade com ele ao desobedecer, entrar em conflito com outras pessoas, nos ocupar ou ter amizade com o mundo, além de outros pecados.

Mas freqüentemente esse sentimento de abandono e afastamento de Deus não tem nenhuma relação com o pecado. É um teste de fé que todos devemos enfrentar. Será que você continuará a amar, confiar, obedecer e adorar a Deus, mesmo quando não sente a sua presença nem há evidência visível da ação divina em sua vida?

Nos dias de hoje, o erro mais comum que os cristãos cometem ao adorar é buscar uma experiência em vez de buscar a Deus. Eles buscam sensações e, se elas ocorrerem, concluem que foram bem-sucedidos em adorar. Errado! Na realidade, Deus em geral afasta as nossas sensações para não dependermos delas. Buscar uma sensação — mesmo uma sensação de proximidade com Cristo — não é adoração.

Quando você é um cristão novo, Deus lhe dá muitas emoções comprobatórias e freqüentemente responde às orações mais imaturas e egoístas, tudo para que você saiba que ele existe. Mas, à medida que você crescer na fé, ele irá emancipá-lo dessa dependência.

A onipresença de Deus e a manifestação de sua presença são coisas diferentes. Uma é um fato; a outra é freqüentemente uma sensação. Deus está sempre presente, mesmo que você não perceba sua presença, e sua presença é muito profunda para ser medida por uma mera emoção.

Sim, ele quer que você sinta a sua presença, porém ele está mais interessado que você confie, e não tanto que o sinta. Fé, e não sentimentos, agrada a Deus.

As situações que mais põem à prova a sua fé são aquelas em que a vida desanda e Deus não pode ser achado. Isso aconteceu com Jó. Em um único dia, ele perdeu tudo — sua família, seus negócios, sua saúde e tudo o que possuía. E, o que é pior, ao longo de 37 capítulos, Deus não disse nada!

Como louvar a Deus quando você não compreende o que está acontecendo na sua vida e Deus está em silêncio? Como permanecer em comunhão em meio a uma crise e sem nenhum contato? Como manter os olhos em Jesus quando eles estão cheios de lágrimas?

Você faz o que fez Jó: Então prostrou-se, rosto em terra, em adoração, e disse: Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O SENHOR o deu, o SENHOR O levou; louvado seja o nome do SENHOR.

Diga a Deus exatamente como você se sente.

Derrame seu coração perante ele. Descarregue todos os seus sentimentos. Jó fez isso quando disse: Por isso, não posso ficar calado. Estou aflito, tenho de falar, preciso me queixar, pois o meu coração está cheio de amargura.  Quando Deus lhe pareceu distante, ele clamou: Como tenho saudade dos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus abençoava a minha casa. Deus pode lidar com suas incertezas, sua raiva, seu sofrimento, sua confusão e suas indagações.

Você sabia que admitir seu desespero para Deus pode ser uma declaração de fé? Confiando em Deus e sentindo desespero ao mesmo tempo, Davi escreveu: Cri, por isso falei: Estou completamente arruinado. Isto parece uma contradição: confiar em Deus, mas se sentir destruído! A franqueza de Davi na verdade revela uma profunda fé. Primeiro, ele acreditava em Deus. Segundo, ele acreditava que Deus ouviria sua oração. E, terceiro, ele acreditava que Deus o deixaria dizer como se sentia, e ainda assim o amaria.

Concentre-se em quem Deus é — sua natureza imutável. Independentemente das circunstâncias e de como você se sente, apegue-se ao caráter imutável de Deus. Lembre-se daquilo que é eternamente verdadeiro a respeito de Deus: ele é bom, ele me ama, está comigo, sabe por que coisas estou passando, ele se importa e tem um bom plano para minha vida. V. Raymond Edman disse: “Nunca duvide na escuridão do que Deus lhe disse na luz”.

Quando a vida de Jó se desfez e Deus permaneceu em silêncio, Jó ainda achou os seguintes motivos para louvar a Deus:
• ele é bom e amoroso;
• ele é todo-poderoso;
• ele repara em cada detalhe da minha vida;
• ele está no controle;
• ele tem um plano para minha vida;
• ele vai me salvar.

Confie que Deus cumprirá as promessas. Em tempos de seca espiritual, você deve confiar pacientemente nas promessas de Deus, e não nas emoções. Deve perceber que ele o está levando a um nível mais profundo de maturidade. Uma amizade baseada em emoções é na verdade frívola.

Então, não fique preocupado com os problemas. As circunstâncias não podem mudar o caráter de Deus. A graça de Deus ainda está a plena força; ele ainda é a seu favor, mesmo que você não possa senti-lo. Na ausência de circunstâncias confirmativas, Jó se apegou à Palavra de Deus. Ele disse: Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às palavras de sua boca do que ao meu pão de cada dia.

Essa confiança na palavra de Deus fez que Jó permanecesse fiel, ainda que nada fizesse sentido. Sua fé foi forte em meio à dor: Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele.

Quando você se sente abandonado por Deus e mesmo assim mantém sua confiança nele, a despeito de seus sentimentos, você o está adorando da forma mais profunda.

Lembre-se do que Deus já fez por você. Se Deus nunca tivesse feito nada mais por você, ele ainda mereceria seu louvor ininterrupto pelo resto de sua vida, por causa do que Jesus fez por você na cruz. O Filho de Deus morreu por você! Este é o maior de todos os motivos para adorar.

Infelizmente, esquecemos os detalhes cruéis do torturante sacrifício que Deus fez a nosso favor. A familiaridade traz a complacência. Mesmo antes de sua crucificação, o Filho de Deus foi desnudado, espancado até ficar quase irreconhecível, açoitado, ridicularizado e escarnecido, coroado com espinhos e cuspido de forma humilhante. Ultrajado e ridicularizado por homens desalmados, ele foi tratado pior do que um animal.

Então, quase inconsciente pela perda de sangue, ele foi forçado a arrastar uma cruz colina acima, foi pregado nela e deixado para morrer com a lenta e excruciante tortura da morte por crucificação. Enquanto seu sangue escorria, escarnecedores ficavam ao seu redor e gritavam insultos, desafiando sua afirmação de que era Deus.

Em seguida, como Jesus assumiu em si mesmo a culpa pelos pecados de toda a humanidade, Deus desviou os olhos daquela horrível visão, e Jesus gritou em total desespero: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”. Jesus poderia ter se salvado — mas então não poderia salvar você.

Palavras não podem descrever as trevas daquele momento. Por que Deus permitiu e suportou tão medonho e perverso ato de crueldade? Por quê? Para que você pudesse ser poupado da eternidade no inferno e para que você pudesse partilhar de sua glória para sempre! A Bíblia diz: Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus.

Jesus desistiu de todas as coisas para que você pudesse ter todas as coisas. Ele morreu para que você pudesse viver para sempre. Somente isso já vale seu agradecimento e louvor contínuo. Você nunca mais deveria se perguntar por que motivo deveria ser grato.

tempo de refletir-box

 

Tempo de refletir - cap 1
A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

Ame o SENHOR, O seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças.
Marcos 12.30; NVI

Deus quer você por inteiro.
Deus não quer apenas uma parte de sua vida. Ele pede todo o seu coração, toda a sua alma, toda a sua mente e toda a sua força. Deus não está interessado em um comprometimento tímido, em uma obediência parcial ou em sobras de seu tempo e dinheiro. Ele deseja sua total devoção, e não pequenos pedaços de sua vida.

Uma mulher samaritana certa vez tentou ponderar com Jesus sobre o melhor momento, lugar e forma de adorar. Jesus respondeu que essas questões externas não tinham importância. Onde você adora não é tão importante quanto por que você adora e o quanto de si mesmo você oferece a Deus quando adora. Existe a forma certa e a forma errada de adorar. A Bíblia diz: Sejamos agradecidos, e adoremos a Deus de um modo que o agrade. O tipo de adoração que agrada a Deus tem quatro características.

Deus se agrada quando nossa adoração é precisa.
As pessoas freqüentemente dizem “Eu gosto de pensar em Deus como…”, e então contam sobre que tipo de Deus gostariam de adorar. Mas nós não podemos apenas criar nossa própria imagem de Deus, confortável e politicamente correta, e adorá-la. Isso é idolatria.

A adoração deve ser baseada na verdade das Escrituras, e não em nossas opiniões a respeito de Deus. Jesus disse à mulher samaritana: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.

“Adorar em verdade” significa adorar a Deus tal como ele é verdadeiramente revelado na Bíblia.

Deus se agrada quando nossa adoração é autêntica. Quando Jesus disse que você deveria “adorar em espírito”, ele não estava se referindo ao Espírito Santo, mas ao seu espírito. Feito à imagem de Deus, você é um espírito que habita em um corpo, e Deus concebeu esse espírito para que se comunicasse com ele. Adoração é seu espírito correspondendo ao Espírito de Deus.

Quando Jesus disse Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, ele queria dizer que a adoração deveria ser genuína e sincera. Não é apenas uma questão de utilizar as palavras corretas; você deve querer dizer o que diz. O louvor sem sentimentos não é em absoluto louvor! Não vale nada e é um insulto a Deus.

Quando adoramos, Deus olha para além de nossas palavras para ver a postura de nossos corações. A Bíblia diz: O homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração.

Visto que adoração envolve regozijar-se em Deus, ela mobiliza as emoções. Deus lhe deu emoções para que você pudesse adorá-lo com intensidade — mas essas emoções devem ser genuínas, não fingidas. Deus odeia a hipocrisia. Ele não quer exibicionismo, fingimento ou falsidade na adoração. Ele deseja o seu amor sincero e verdadeiro. Podemos adorar a Deus de modo imperfeito, mas não podemos adorá-lo sem sinceridade.

Logicamente, só a sinceridade não é suficiente, você pode estar sinceramente errado. É por isso que tanto o espírito como a verdade são necessários. A adoração deve ser precisa e autêntica. A adoração agradável a Deus é profundamente emocional e profundamente dou- trinária; usamos tanto o coração quanto a cabeça.

Hoje em dia, muitas pessoas comparam estar comovido com uma música a ter sido tocado pelo Espírito Santo, mas não é a mesma coisa. A verdadeira adoração acontece quando seu espírito responde a Deus, e não a alguma melodia musical. Na verdade, algumas canções introspectivas e sentimentais impedem a adoração, pois retiram a evidência de Deus e a transferem para nossos sentimentos. Sua maior distração na adoração é você mesmo — seus interesses e preocupações com o que os outros pensam a seu respeito.

Os cristãos discordam amiúde sobre a forma mais apropriada ou genuína de louvar a Deus, mas essas discussões normalmente refletem apenas as diferenças de formação e personalidade. Muitas formas de louvor são mencionadas na Bíblia, entre elas, confessar, cantar, postar-se em honra, ajoelhar-se, dançar, fazer ruídos de alegria, testificar, tocar instrumentos musicais e erguer as mãos. O melhor estilo de adoração é aquele que mais genuinamente representa o seu amor por Deus, baseado na formação e na personalidade que ele lhe deu.

Meu amigo Gary Thomas reparou que muitos cristãos parecem estar emperrados em uma via de adoração, em uma rotina insatisfatória, em vez de terem uma empolgada amizade com Deus. Eles se obrigam a utilizar métodos devocionais ou estilos de adoração que não se adaptam à forma exclusiva que Deus lhes deu.

Gary refletiu consigo mesmo: Se Deus propositadamente nos fez a todos diferentes, por que deveríamos todos amar a Deus da mesma forma?Lendo obras cristãs clássicas e entrevistando crentes maduros, Gary descobriu que os cristãos têm utilizado caminhos variados há dois mil anos para desfrutar de intimidade com Deus. Esses caminhos passam por estar ao ar livre, estudar, cantar, ler, dançar, criar obras de arte, servir as outras pessoas, ser solidário, desfrutar da comunhão e participar em dezenas de outras atividades.

Em seu livro Sacred pathways [Caminhos sagrados], Gary identifica nove maneiras pelas quais as pessoas se aproximam de Deus: os naturalistas, que são mais motivados a amar a Deus ao ar livre, em ambientes naturais. Os sensitivos, que amam a Deus com os seus sentidos e apreciam belos cultos de adoração que envolvam o aspecto visual, paladar, aroma e toque, não apenas sua audição. Os tradicionalistas, que se aproximam de Deus por meio de rituais, liturgias, símbolos e estruturas rígidas. Os ascetas, que preferem amar a Deus em solidão e simplicidade. Os ativistas, que amam a Deus pelo confronto com o mal, combatendo a injustiça e trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor. Os caridosos, que amam a Deus amando os outros e suprindo suas necessidades. Os entusiastas, que amam a Deus com festas. Os contemplativos, que amam a Deus por meio da adoração. E os intelectuais, que amam a Deus ao estudá-lo com a mente.

Não há uma abordagem “tamanho único” para adorar e desenvolver amizade com Deus. Uma coisa é certa: você não glorifica a Deus tentando ser alguém que ele nunca quis que você fosse. Deus quer que você seja você mesmo. Este é o tipo de pessoa que o Pai está buscando: os que são simples e honestos consigo mesmos perante ele em sua adoração.

Deus se agrada quando nossa adoração é atenta.
A ordem de Jesus Amem a Deus de toda a sua mente é repetida quatro vezes no Novo Testamento. Deus não se agrada do cântico descuidado, preces mecânicas com frases feitas ou exclamações desatentas de “Louvado seja o Senhor”, porque não podemos pensar em nada melhor para dizer no momento. Se a adoração for mecânica, não significará nada. Você deve envolver a sua mente.

Jesus chamou as orações desatentas de vãs repetições. Até mesmo termos bíblicos podem se tornar expressões banalizadas pelo uso exagerado, e então deixamos de pensar no significado. É tão mais fácil utilizar chavões ao adorar, em vez de fazer um esforço para honrar a Deus com palavras originais. É por isso que eu o encorajo a ler diferentes traduções e paráfrases da Bíblia. Isso ampliará suas expressões de adoração.

Tente louvar a Deus sem utilizar as palavras “louvor”, “aleluia”, “obrigado” ou “amém”. Em vez de dizer: “Eu só quero louvá-lo”, faça uma lista de sinônimos e use palavras novas como “admirar”, “res- peitar”, “valorizar”, “venerar”, “honrar” e “apreciar”.

Além disso, seja especifico. Se alguém o abordasse e repetisse dez vezes “Eu te louvo!”, você provavelmente pensaria: Por que motivo? Você iria preferir ouvir dois elogios específicos do que vinte generalidades imprecisas; e Deus também.

Outra idéia é fazer uma lista dos diferentes nomes de Deus e concentrar-se neles. Os nomes de Deus não são casuais; eles nos contam sobre diferentes aspectos de seu caráter. No Antigo Testamento, Deus se revelou paulatinamente a Israel ao ir apresentando novos nomes para si mesmo, e ele nos orienta a louvar o seu nome. Deus também quer que nossas reuniões com a congregação sejam cuidadosas. Paulo dedica a isso todo um capítulo em l Coríntios 14, e finaliza: Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.

A esse respeito, Deus insiste em que nossos cultos sejam compreensíveis aos não crentes quando eles estiverem presentes em nossas reuniões de adoração. Paulo observou: Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o Amém à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado.  Ser sensível ao tratar com não-crentes que visitam o culto é uma ordem bíblica. Desprezar essa ordem é tanto desobediência quanto crueldade. Para uma explicação completa a esse respeito, veja o capítulo 13 (“Adoração pode ser um testemunho”) do livro Uma igreja com propósitos.

Deus se agrada quando nossa adoração é prática.
A Bíblia diz: … se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Por que Deus quer o seu corpo? Por que ele não diz: “Apresentai os vossos espíritos”? Porque sem o corpo você não pode fazer nada neste planeta. Na eternidade você irá receber um corpo novo, melhorado e aprimorado; mas enquanto você está aqui na terra, Deus diz: “Dê-me o que você tem!”. Ele está apenas sendo prático a respeito da adoração.

Você já ouviu pessoas dizerem: “Não poderei estar na reunião desta noite, mas estarei com você em espírito”. Você sabe o que isso significa? Nada. Isso é inútil! Enquanto você estiver na terra, seu espírito só poderá estar onde seu corpo estiver. Se seu corpo não está lá, você também não está.

Na adoração, devemos “oferecer nossos corpos como sacrifício vivo”. Agora, nós normalmente associamos o conceito de “sacrifício” com algo morto, mas Deus quer que você seja um sacrifício vivo. Ele quer que você viva por ele! Entretanto, o problema com o sacrifício vivo é que ele pode escapulir do altar, o que muitas vezes acontece. Nós cantamos Firmes, ó soldados, crentes em Jesus no domingo, e na segunda batemos em retirada.

No Antigo Testamento, Deus se agradou dos muitos sacrifícios de adoração, porque eles profetizavam o sacrifício de Jesus por nós na cruz. Hoje em dia, Deus se agrada de sacrifícios de adoração diferentes: ação de graças, louvor, humildade, arrependimento, oferta de dinheiro, oração, serviço aos outros e ajuda aos necessitados.

A verdadeira adoração implica um custo. Davi sabia disso quando disse: Eu não vou oferecer ao SENHOR, meu Deus, sacrifícios que não me custaram nada.

Um dos custos que a adoração tem para nós é o egocentrismo. Você não pode louvar a Deus e a si mesmo ao mesmo tempo. Você não adora para ser visto pelos outros ou para agradar a si mesmo. Você deliberadamente retira a atenção de si mesmo.

Quando Jesus disse Ame a Deus com todas as suas forças, ele chamava a atenção para o fato de que adorar exige esforço e energia. Nem sempre é conveniente ou confortável, e algumas vezes a adoração é um mero ato de força de vontade — um sacrifício voluntário. Adoração passiva é um paradoxo.

Quando você louva a Deus, mesmo sem vontade, quando sai de sua cama para adorá-lo estando cansado ou quando você ajuda os outros estando esgotado, você está oferecendo um sacrifício de adoração a Deus. Isso agrada a Deus.

Matt Redman, líder de adoração na Inglaterra, conta como o seu pastor ensinou à igreja o verdadeiro significado da adoração. Para mostrar que adoração é mais do que música, ele proibiu todos os cânticos por um período de tempo, até que eles aprenderam a adorar de outras maneiras. Ao fim daquele período, Matt escreveu a clássica canção Heart of worship [Coração da adoração]:
Trarei a ti mais que uma canção, porque a canção em si não é o que exigiste. Sondas meu interior,
muito além das aparências.
Estás olhando dentro do meu coração.
O xis ou coração da questão é uma questão de coração.

tempo de refletir-box

Tempo de refletir - cap 1

Desenvolvendo a amizade com Deus

Ele oferece a sua amizade ao justo. Provérbios 3.32; NLT
Aproximem-se de Deus, e ele se aproximam de vocês! Tiago 4.8; NLT

Você está tão perto de Deus quanto escolher estar.

A exemplo de qualquer amizade, você deve se esforçar para desenvolver sua amizade com Deus. Isso não acontecerá por acidente. É necessário querer, ter tempo e energia. Se você deseja um vínculo mais profundo e íntimo com Deus, deve aprender a partilhar de forma honesta com ele os seus sentimentos, ter confiança quando ele lhe pedir para fazer algo, aprender a se importar com aquilo com que ele se importa e desejar sua amizade mais do que qualquer outra coisa.

Devo optar por ser sincero com Deus. O primeiro elemento fundamental de uma amizade mais profunda com Deus é ser absolutamente sincero — a respeito de suas falhas e sentimentos. Deus não espera que você seja perfeito, mas insiste em que você seja absoluta- mente sincero. Nenhum dos amigos de Deus que aparecem na Bíblia era perfeito. Se a perfeição fosse um requisito para a amizade com Deus, jamais poderíamos ser seus amigos. Felizmente, em virtude da graça de Deus, Jesus ainda é amigo de […] pecadores.

Na Bíblia, os amigos de Deus foram sinceros sobre seus sentimentos; freqüentemente reclamando, criticando, acusando e discutindo com seu Criador. Deus, entretanto, não parecia se aborrecer com sua franqueza; na verdade, ele a incentivava.

Deus permitiu que Abraão o questionasse e desafiasse a respeito da destruição de Sodoma. Abraão importunou a Deus sobre o que seria necessário para poupar a cidade, negociando desde cinqüenta até somente dez pessoas justas.

Deus também escutou pacientemente a Davi, as muitas acusações de injustiça, traição e abandono. Deus não destruiu Jeremias quando ele reclamou que Deus o havia enganado. Jó pôde expressar sua amargura durante a provação, e no final Deus defendeu Jó por ser sincero e repreendeu os amigos de Jó por serem falsos. Deus lhes disse: Vocês não foram sinceros comigo ou a meu respeito; não da forma em que foi meu amigo Jó […] Meu amigo Jó agora orará por vocês e eu aceitarei sua oração.

Em um estupendo exemplo de amizade sincera,3 Deus expressou com sinceridade sua absoluta repugnância pela desobediência de Israel. Ele disse a Moisés que manteria a promessa de dar aos israelitas a Terra Prometida, mas não daria mais nem um passo com eles no deserto! Deus estava saturado, e disse a Moisés exatamente como se sentia.

Moisés, falando como um “amigo” de Deus, respondeu de forma igualmente sincera: Tu me ordenaste: “Conduza este povo”, mas não me permites saber quem enviarás comigo. […] Se me vês com agrado, revela-me os teus propósitos […] Lembra- te de que esta nação é o teu povo […] Se não fores conosco, não nos envies. Como se saberá que eu e o teu povo podemos contar com o teu favor, se não nos acompanhares? […] O SENHOR disse a Moisés: “Farei o que me pede, porque tenho me agradado de você e o conheço pelo nome”.

Deus pode lidar com esse tipo de franqueza a toda prova da parte de você? Sem dúvida! A verdadeira amizade é edificada sobre a transparência. O que poderia parecer audácia, Deus vê como autenticidade. Deus escuta as palavras exaltadas de seus amigos; ele se aborrece com as frases feitas, religiosas e previsíveis. Para ser amigo de Deus, você deve ser sincero com ele e dividir seus verdadeiros sentimentos, e não o que você pensa que deveria sentir ou dizer.

É provável que você precise confessar alguma raiva ou ressentimento escondido em relação a Deus em certas áreas de sua vida, nas quais você se sentiu enganado ou decepcionado. Até que tenhamos amadurecido o suficiente para compreender que Deus usa todas as coisas para o nosso bem, abrigamos ressentimentos em relação a Deus por causa de nossa aparência, formação, orações não-respondidas, mágoas do passado e outras coisas que mudaríamos se fôssemos Deus. As pessoas freqüentemente culpam a Deus por mágoas provocadas por outras pessoas. Isso cria o que William Backus chama de “seus problemas ocultos com Deus”.

A amargura é a maior de todas as barreiras para a amizade com Deus: “Por que eu iria querer ser amigo de Deus, se ele permitiu isto?”. O antídoto, é claro, é atinar que Deus sempre age no seu melhor interesse; mesmo quando é doloroso e você não compreende. Mas liberar- se de seus ressentimentos e revelar seus sentimentos é o primeiro passo para a cura. Do mesmo modo que tantas pessoas na Bíblia, diga a Deus exatamente como você se sente.5 Para nos instruir na honestidade sincera, Deus nos deu o livro de Salmos — um manual de adoração, cheio de discursos descontrolados, delírios, dúvidas,

medos, ressentimentos e sofrimentos intensos combinados com ação de graças, louvores e declarações de fé. Todas as emoções possíveis estão catalogadas no livro de Salmos. Quando você lê as confissões emocionadas de Davi e de outros, percebe que é assim que Deus quer que você o adore — sem reter absolutamente nada do que sente. Você pode orar como Davi: Derramo diante dele as minhas queixas e conto-lhe todos os meus aborrecimentos. Estou totalmente abatido.

É animador saber que todos os amigos íntimos de Deus — Moisés, Davi, Abraão, Jó e outros — tiveram acessos de dúvidas. Mas, em vez de mascarar seus receios com frases feitas, eles os expressaram sincera, aberta e publicamente. Exprimir as dúvidas às vezes é o primeiro passo em direção ao próximo nível de intimidade com Deus.

Devo optar por obedecer a Deus na fé. Todas as vezes que você confia na sabedoria de Deus e faz tudo o que ele diz, mesmo sem compreender, você aprofunda sua amizade com ele. Normalmente, não consideramos a obediência como característica da amizade; ela é reservada para o relacionamento com pai, chefe ou oficial superior; não um amigo. Entretanto, Jesus deixou claro que a obediência é uma condição para obter intimidade com Deus. Ele disse: Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.

No último capítulo, assinalei que a palavra usada por Jesus quando nos chamou de “amigos” poderia se referir a “amigos do rei” em uma corte. Embora esses companheiros íntimos tivessem privilégios especiais, eles ainda estavam sujeitos ao rei e tinham de obedecer as suas ordens. Somos amigos de Deus, mas não somos seus iguais. Ele é o nosso amado líder, e nós o seguimos.

Obedecemos a Deus, não por obrigação, medo ou imposição, mas porque o amamos e confiamos que ele sabe o que é melhor para nós. Queremos seguir a Cristo em virtude da gratidão que sentimos por tudo que ele nos fez, e quanto mais de perto nós o seguimos, mais intensa a nossa amizade se torna.

Os incrédulos normalmente pensam que os cristãos obedecem por obrigação, culpa ou medo de ser punidos, mas o oposto é que é verdadeiro. Por termos sido perdoados e libertos, obedecemos por amor — e nossa obediência nos traz grande alegria! Jesus disse: Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.

Repare: Jesus espera que façamos somente o que ele fez com o Pai. Seu relacionamento com o Pai é o modelo para nosso relacionamento com ele. Jesus fez tudo que o Pai pediu que ele fizesse graças ao amor.

A verdadeira amizade não é indolente; ela age. Quando Jesus nos pede que amemos os outros, ajudemos os necessitados, dividamos nossos recursos, conservemos nossa vida limpa, perdoemos e levemos outros a ele, o amor nos estimula a obedecer imediatamente.

Somos freqüentemente desafiados a fazer “grandes coisas” para Deus. Na realidade, Deus fica mais satisfeito quando fazemos pequenas coisas para ele por amor. Elas podem passar despercebidas de outras pessoas, mas Deus as observa e as considera atos de adoração.

Grandes oportunidades podem acontecer uma única vez durante toda a vida, mas pequenas oportunidades nos cercam todos os dias. Mesmo por um simples ato, como dizer a verdade, ser gentil e animar os outros, trazemos um sorriso à face de Deus. Deus guarda simples atos de obediência com se fosse um tesouro, mais do que orações, louvores ou ofertas. A Bíblia diz: O que agrada mais ao SENHOR: holocaustos e sacrifícios ou obediência à sua voz? É melhor obedecer do que sacrificar.

Jesus iniciou seu ministério público com a idade de trinta anos, ao ser batizado por João. Naquele momento, Deus falou do céu: Este é o meu Filho amado, e estou plenamente satisfeito com ele.

O que Jesus vinha fazendo durante trinta anos, que agradava tanto a Deus? A Bíblia não diz nada sobre esses anos desconhecidos, com exceção de uma única frase em Lucas 2.51: Então foi com eles para Nazaré, e era-Ihes obediente. Trinta anos agradando a Deus foram resumidos em três palavras: era-Ihes obediente!

Devo optar por valorizar o que Deus valoriza. É isso que os amigos fazem — importam-se com o que é importante para a outra pessoa. Quanto mais você se torna amigo de Deus, mais se importa com as coisas com as quais ele se importa, sofre com as coisas por que ele sofre e se alegra com as coisas que lhe dão prazer.

Paulo é o melhor exemplo disso. As prioridades de Deus eram as suas prioridades, e os desejos de Deus eram seus: O que me deixa tão transtornado é preocupar- me tanto com vocês — esse é o zelo de Deus que queima dentro de mim! Davi se sentia da mesma forma: O zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim.

O que importa mais para Deus? A redenção de seu povo. Ele quer que todos os seus filhos perdidos sejam achados! Esse é o único motivo pelo qual Jesus veio à terra. A coisa mais preciosa ao coração de Deus é a morte de seu Filho. A segunda coisa mais preciosa é quando seus filhos comunicam essas novas a outras pessoas. Para ser amigo de Deus, você deve se interessar por todas as pessoas ao seu redor, com as quais Deus se importa. Amigos de Deus contam aos seus amigos a respeito de Deus.

Mais do que qualquer outra coisa, devo desejar ser amigo de Deus. Os salmos estão cheios de exemplos desse desejo. Davi, acima de tudo, desejou apaixonadamente conhecer a Deus; ele usou palavras como “anelo”, “anseio”, “sede”, “fome”. Ele almejava a Deus. Ele disse: Há uma coisa que realmente desejo do Senhor; o privilégio de viver durante toda a minha vida na sua presença, para descobrir a cada dia um pouco mais da sua perfeição e amor. Em outro salmo, ele disse: O teu amor é melhor do que a vida.

O desejo de Jacó pelas bênçãos de Deus na sua vida era tão intenso que ele lutou durante toda a noite com Deus, dizendo: Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes. A parte mais maravilhosa dessa história é que Deus, que é todo-poderoso, deixou Jacó vencer! Deus não fica ofendido quando “lutamos” com ele, porque lutar exige contato pessoal e nos traz para perto dele! Lutar também é uma atitude apaixonada, e Deus gosta quando estamos apaixonados por ele.

Paulo foi outro homem apaixonado por sua amizade com Deus. Nada era mais importante; era a sua primeira prioridade, objeto de sua total concentração e o mais importante objetivo de sua vida. Esse é o motivo pelo qual Deus usou Paulo de forma tão grandiosa. A versão bíblica The Amplified Bible [A Bíblia Ampliada] exprime a força total da paixão de Paulo: Meu firme propósito é que eu possa conhecê-lo — e que eu possa conhecê-lo cada vez mais profunda e intimamente, percebendo, reconhecendo e compreendendo as maravilhas de sua pessoa com mais clareza e intensidade.

A verdade é: você está tão perto de Deus quanto escolhe estar. Amizade íntima com Deus é uma escolha, não um fato fortuito; você deve buscá-la intencionalmente. Você realmente a quer — mais do que qualquer coisa? Qual a importância disso para você? Vale a pena desistir de outras coisas por causa dela? Ela vale o esforço de desenvolver os hábitos e habilidades necessários?

Você pode ter sido apaixonado por Deus no passado, mas perdeu aquele desejo. Esse foi o problema dos cristãos de Laodicéia -— haviam perdido o primeiro amor. Faziam todas as coisas corretamente, mas por obrigação, e não por amor. Se você estiver passando por abalos espirituais, não se surpreenda quando Deus permitir sofrimento na sua vida.

O sofrimento é o combustível da paixão — ele nos dá energia com tal intensidade que transforma o que normalmente não possuímos. C. S. Lewis disse: “O sofrimento é o megafone de Deus”. É a forma de Deus nos sacudir da letargia espiritual. Os nossos problemas não são uma punição; são chamadas de despertamento de um Deus amoroso. Deus não está louco com você, ele está louco por você, e fará o que for necessário para trazê-lo de volta à comunhão com ele. Mas há uma forma mais fácil de reacender a paixão por Deus. Comece a pedir que ele lhe dê essa paixão e continue pedindo até que você a tenha. Faça esta oração ao longo do seu dia: “Querido Jesus, mais do qualquer outra coisa, quero conhecê-lo intimamente”. Deus disse aos cativos na Babilônia:

Se vocês seriamente me buscarem e me quiserem mais que a todas as coisas, garanto que não ficarão desapontados.

Seu relacionamento mais importante
Não há nada — absolutamente nada — mais importante do que desenvolver uma amizade com Deus. Esse é o relacionamento que durará para sempre. Paulo disse a Timóteo: Algumas destas pessoas perderam a coisa mais importante da vida — elas não conhecem a Deus.18 Você perdeu a coisa mais importante da vida? Você pode fazer algo a respeito disso a partir de agora. Lembre-se: a escolha é sua. Você está tão perto de Deus quanto escolheu estar.

hand drawn speech bubbles_colorPENSANDO SOBRE MEU PROPÓSITO
Tema para reflexão: Estou tão perto de Deus quan- to escolhi estar.
Versículo para memorizar: Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês (Tiago 4.8; NLT).
Pergunta para meditar: Quais escolhas práticas eu farei hoje para me aproximar mais de Deus?

Tempo de refletir - capa

Tornando-se amigo de Deus

Como tivemos restaurada a nossa amizade com Deus pela morte de seu Filho, enquanto éramos seus inimigos, certamente seremos libertos da punição eterna por meio de sua vida.
                                                               Romanos 5.10; NLT

Deus quer ser o seu melhor amigo.

O seu relacionamento com Deus tem muitos e variados aspectos: Deus é seu Autor e Criador, Senhor e Mestre, Juiz, Redentor, Pai, Salvador e muito mais. Porém, a mais espantosa verdade é esta: o Deus todo- poderoso anseia ser seu amigo!

No Éden, vemos o relacionamento ideal de Deus para conosco. Adão e Eva desfrutavam de uma amizade íntima com Deus. Não existiam rituais, cerimônias ou religião — apenas um simples e carinhoso relacionamento entre Deus e as pessoas que ele criou. Livres de culpas ou medos, Adão e Eva desfrutavam de Deus, e Deus desfrutava deles.

Fomos feitos para viver continuamente na presença de Deus, mas após a queda do homem aquele relacionamento ideal foi perdido. Somente umas poucas pessoas no Antigo Testamento tiveram o privilégio de uma amizade com Deus. Moisés e Abraão foram chamados “amigos de Deus”, Davi foi chamado “um homem segundo o coração de Deus”, e Jó, Enoque e Noé eram amigos íntimos de Deus. Entretanto, medo de Deus, e não amizade, eram mais comuns no Antigo Testamento.

Então Jesus mudou a situação. Quando pagou nossos pecados na cruz, o véu do Templo, que simbolizava nossa separação de Deus, foi rasgado de cima para baixo; indicando que o acesso direto a Deus estava novamente disponível.

Ao contrário dos sacerdotes do Antigo Testamento, que tinham de passar horas se preparando para encontrá-lo, atualmente podemos chegar a Deus a qualquer instante. A Bíblia diz: Podemos agora exultar em nosso maravilhoso novo relacionamento com Deus — tudo por causa do que nosso Senhor Jesus Cristo fez por nós, tornando-nos amigos de Deus.

Ter amizade com Deus só é possível por causa da graça de Deus e do sacrifício de Jesus. Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele.4 Um antigo hino diz “Quão bondoso amigo é Cristo”, mas na verdade Deus nos convida a desfrutar da amizade e da companhia das três pessoas da Trindade: nosso Pai, o Filho, e o Espírito Santo.

Jesus disse: Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que O seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. A palavra utilizada para “amigo” nesse versículo não significa uma relação superficial, mas um relacionamento íntimo e de confiança. A mesma palavra é usada para se referir ao padrinho de casamento9 e ao círculo de amigos íntimos e de confiança de um rei. Em uma corte real, os servos devem manter distância do rei, mas o círculo de amigos de confiança desfruta de proximidade, acesso direto e informações confidenciais.

Que Deus me queira como amigo íntimo é difícil entender, mas a Bíblia diz: … que […] zela ardentemente pelo relacionamento com vocês.

Deus deseja muito mesmo que o conheçamos profundamente. Na verdade, ele planejou o universo e orquestrou a história, incluindo os detalhes de nossa vida, para que nos tornássemos seus amigos. A Bíblia diz: Deus criou toda a raça humana e criou a terra habitável, com fartura de tempo e de espaço, a fim de que pudéssemos buscar a Deus; não só ficar como que apalpando no escuro, mas realmente o encontrar.

Conhecer e amar a Deus é nosso maior privilégio, e sermos conhecidos e amados é o maior prazer de Deus. Ele diz: Se alguém quiser se orgulhar, que se orgulhe de me conhecer e de me entender […] Estas são as coisas que me agradam.

É difícil imaginar uma amizade íntima entre um Deus perfeito, invisível e onipotente e um ser humano limitado e pecador. Não é tão difícil compreender um relacionamento de Mestre para servo, Criador para criatura ou mesmo de Pai para filho; mas o que quer dizer o fato de Deus me querer como amigo? Olhando a vida dos amigos de Deus na Bíblia, aprendemos seis segredos para uma amizade com Deus. Faremos um exame de dois segredos neste capítulo e de mais quatro no próximo.

Tornando-se amigo de Deus
Conversando constantemente. Você jamais cultivará um relacionamento íntimo com Deus apenas indo à igreja uma vez por semana ou mesmo tendo um período de busca diária. Uma amizade com Deus é construída ao partilharmos com ele todas as nossas experiências.

É lógico que é importante estabelecer o hábito de um momento diário consagrado a Deus, mas ele quer mais que um compromisso na sua agenda. Ele quer ser incluído em todas as atividades, todas as conversas, todos os problemas e até mesmo em todos os pensamentos. Você pode manter uma conversa contínua e ilimitada com ele ao longo do dia, conversando sobre o que quer que você esteja fazendo ou pensando no momento. Orem continuamente significa conversar com Deus enquanto faço compras, trabalho ou realizo qualquer outra tarefa diária.

Um conceito errôneo bastante comum é de que “passar seu tempo com Deus” significa estar sozinho com ele. É claro que, como no exemplo dado por Jesus, você precisa de um tempo a sós com Deus; mas isso se refere somente a uma parte do período que você passa acordado. Tudo que você faz pode ser “passar seu tempo com Deus”, se ele for convidado para tomar parte e você estiver consciente de sua presença. Um livro clássico sobre como desenvolver uma constante conversa com Deus se chama A prática da presença de Deus. Ele foi escrito no século XVII pelo irmão Lourenço, humilde cozinheiro de um monastério francês. O irmão Lourenço era capaz de tornar as mais banais e insignificantes tarefas, como preparar refeições e lavar pratos, em atos de louvor e comunhão com Deus. A chave para uma amizade com Deus, ele dizia, não é mudar o que você faz, mas mudar a sua atitude em relação ao que faz. Ou seja, o que você normalmente faz por si mesmo comece a fazer por Deus: comer, tomar banho, trabalhar, relaxar ou jogar o lixo fora.

Hoje em dia, freqüentemente sentimos que precisamos “escapar” de nossa rotina para adorar a Deus; mas isso somente porque não aprendemos a praticar sua presença durante todo o tempo. O irmão Lourenço achava fácil adorar a Deus nas tarefas comuns da vida; ele não precisava participar de retiros espirituais especiais.

Isso é o ideal para Deus. No Éden, a adoração não era um evento onde se comparecia, mas uma atitude permanente; Adão e Eva estavam em constante comunhão com Deus. Como Deus está com você durante todo o tempo, nenhum outro lugar é mais próximo dele do que o lugar onde você está neste exato momento. A Bíblia diz: Ele comanda todas as coisas, está em todos os lugares e em todas as coisas.

Outra das providenciais idéias do irmão Lourenço era fazer continuamente orações curtas e informais ao longo do dia, em vez de tentar realizar longas sessões de orações complexas. Para manter o foco e neutralizar divagações, ele dizia: Não o aconselho a usar uma grande variedade de palavras na oração, visto que longos discursos são freqüentemente motivos para devaneios. Em uma época em que há falta de concentração, essa sugestão com 450 anos de idade para manter a simplicidade parece especialmente importante.

A Bíblia nos diz: Orem continuamente. Como isso é possível? Uma forma é utilizar “orações de um fôlego” ao longo do dia, como muitos cristãos têm feito durante séculos. Você escolhe uma frase curta que pode ser repetida para Jesus em uma respiração: “Tu estás comigo”; “Eu recebo a tua graça”; “Eu dependo de ti”; “Eu quero conhecer-te”; “Eu pertenço a ti”; “Ajuda-me a confiar em ti”; Você também pode usar uma frase curta da Bíblia: “Para que eu viva em Cristo”; “Jamais me deixarás”; “Tu és o meu Deus”. Faça essas orações com a maior freqüência possível, de modo que fiquem profundamente enraizadas no seu coração. Apenas se assegure de que sua motivação é honrar a Deus, e não controlá-lo.

Praticar a presença de Deus é uma habilidade, um hábito que você pode desenvolver. Assim como os músicos praticam escalas diariamente, a fim de tocar belas músicas com facilidade, você deve se obrigar a pensar em Deus em diversos momentos do dia. Você deve treinar sua mente a se lembrar de Deus.

Em primeiro lugar, você irá criar lembretes que restabeleçam regularmente a consciência de que Deus está com você naquele momento. Comece dispondo lembretes visuais em torno de si. Você pode escrever pequenos bilhetes dizendo: “Deus é comigo e por mim neste exato momento!”. Os monges beneditinos utilizam o soar de um relógio, que os lembra de hora em hora que devem parar e fazer sua “oração das horas”. Se você tem um relógio ou um telefone celular com alarme, pode proceder da mesma forma. Em alguns momentos você sentirá a presença de Deus, em outros não.

Se você está buscando uma experiência com a presença de Deus por meio de tudo isso, então não compreendeu o sentido disso tudo. Nós não louvamos a Deus para nos sentirmos bem, mas para agirmos bem. Seu objetivo não é uma sensação, mas uma consciência constante da realidade de que Deus está sempre presente. Esse é o estilo da vida de adoração.

Através da meditação contínua. A segunda forma de estabelecer amizade com Deus é pensar na sua Palavra durante todo o dia. Isso se chama meditação, e a Bíblia nos exorta repetidamente a meditar sobre quem Deus é, o que ele fez e o que ele disse.

É impossível ser amigo de Deus deixando de lado o conhecimento do que ele diz. Você não pode amar a Deus a não ser que o conheça, e não pode conhecê-lo sem conhecer sua Palavra. A Bíblia diz que Deus se manifestava a Samuel […] pela palavra do SENHOR,19 e Deus ainda hoje utiliza esse mesmo método.

Embora você não possa passar o dia inteiro estudando a Bíblia, pode pensar a seu respeito ao longo do dia, recordar os versículos que leu ou decorou e refletir sobre eles.

A meditação é freqüentemente mal-interpretada como algum ritual misterioso e complicado, praticado por ascetas e monges isolados. Mas meditar é simplesmente concentrar os pensamentos — uma habilidade que pode ser adquirida por qualquer pessoa e posta em prática em qualquer situação.

Quando você se mantém pensando repetidamente sobre um problema, isso se chama preocupação. Quando você se mantém pensando repetidamente na Palavra de Deus, isso se chama meditação. Se você sabe se preocupar, já sabe meditar! Basta que você desvie a atenção dos seus problemas para os versículos bíblicos. Quanto mais você meditar na Palavra de Deus, menores serão suas preocupações.

A razão pela qual Deus considerava Jó e Davi amigos íntimos era o fato de eles valorizarem a sua Palavra acima de qualquer coisa e de pensarem nela continuamente durante todo o dia. Jó reconheceu: Dei mais valor às palavras de sua boca do que ao meu pão de cada dia. Davi disse: Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro  e Elas estão constantemente em meus pensamentos. Não consigo parar de pensar nelas.

Amigos dividem segredos, e Deus irá partilhar com você os seus segredos, se você desenvolver o hábito de pensar em sua Palavra do princípio ao fim do dia. Deus contou seus segredos a Abraão e fez o mesmo com Daniel, Paulo, os discípulos e outros amigos.

Quando você ler a Bíblia ou ouvir um sermão ou uma fita, não cometa o erro de simplesmente “deixar para lá” e seguir em frente. Desenvolva a prática de ficar revisando a verdade em sua mente, pensando continuamente sobre ela. Quanto mais tempo você repassar o que Deus disse, mais compreenderá os “segredos” desta vida que muitas pessoas deixam escapar. A Bíblia diz: O Senhor é amigo chegado de quem o respeita e lhe obedece. A essas pessoas Ele revela os segredos de seus planos.

No próximo capítulo, veremos mais quatro segredos sobre como cultivar amizade com Deus, mas não espere até amanhã. Comece ainda hoje a praticar uma conversa constante com Deus e a meditar continuamente na sua Palavra. As orações permitem que você fale com Deus; as meditações permitem que Deus fale com você. Ambas são essenciais para se tornar amigo de Deus.

hand drawn speech bubbles_color PENSANDO SOBRE MEU PROPÓSITO

Um tema para reflexão: Deus quer ser meu melhor amigo.
Um versículo para memorizar: O Senhor é amigo chega- do de quem o respeita e lhe obedece (Salmos 25.14a; BV).
Uma pergunta para meditar: O que posso fazer para me lembrar de pensar mais sobre Deus e falar com ele mais freqüentemente ao longo do dia?

Tempo de refletir - cap 10

A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO

entreguem-se completamente a Deus, para que ele use vocês a fim de fazerem o que é direito.
Romanos 6.13; NTLH

A essência da adoração é a rendição.

“Rendição” não é uma palavra popular, quase tão malvista quanto a palavra “submissão”. Ela alude à perda, e ninguém quer ser um perdedor. Rendição evoca a desagradável idéia de admitir a derrota em uma batalha, perder uma competição ou capitular perante um adversário mais forte. A palavra é quase sempre utilizada num contexto negativo; criminosos capturados se rendem às autoridades.

Na civilização competitiva de hoje, somos ensinados a nunca desistir ou ceder — logo, não ouvimos falar muito de rendição. Se vencer é tudo, rendição é inconcebível. Preferimos contar sobre vitórias, sucessos, triunfos e conquistas, a falar de complacência, sub- missão, obediência e rendição. Mas render-se a Deus é a essência da adoração; é uma resposta natural ao maravilhoso amor e à misericórdia de Deus. Nós nos entregamos a ele não por medo ou obrigação, mas por amor, porque ele nos amou primeiro.

Após passar onze capítulos do livro de Romanos explicando a respeito da incrível graça de Deus para conosco, Paulo nos exorta a render nossa vida completamente a Deus em adoração: Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.

A verdadeira adoração — agradar a Deus — acontece quando você se entrega totalmente a ele. Repare que a primeira e a última palavra desse versículo são a mesma: oferecer.

A adoração consiste exatamente em oferecer-se a Deus.

O ato da rendição pessoal é conhecido de muitas formas: consagração, fazer de Jesus o seu Senhor, carregar a cruz, morrer para si próprio, submeter-se ao Espírito Santo. O que interessa é você fazê-lo, e não a forma de você chamar esse ato. Deus quer a sua vida — toda ela; 95% não é o suficiente.

Existem três barreiras que impedem a nossa total rendição a Deus: medo, orgulho e falta de compreensão. Por isso não percebemos quanto Deus nos ama, queremos controlar nossa vida e compreendemos erroneamente o significado de rendição.

Posso confiar em Deus?
A confiança é um ingrediente essencial para que você se renda. Você não irá se render a Deus, a menos que confie nele, mas você não tem como confiar nele até que o conheça melhor. O medo impede que nos rendamos, mas o amor lança fora todo o medo. Quanto mais você se der conta do quanto Deus o ama, mais fácil será você se render.

Como você pode saber que Deus o ama? Ele dá vários indícios: ele diz que o ama; você nunca sai de sua vista; ele se preocupa com cada detalhe de sua vida; ele lhe deu a capacidade de desfrutar de todos os tipos de prazeres; ele tem bons planos para sua vida; ele perdoa a você; ele é carinhosamente paciente com você. Deus o ama infinitamente, mais do que você possa imaginar.

A maior expressão desse amor é o sacrifício do Filho de Deus por você. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Se você quiser saber quanto importa para Deus, olhe para Cristo com os braços estendidos na cruz, dizendo: “Eis o tanto que eu o amo! Prefiro morrer a viver sem você!”. Deus não é um cruel feitor de escravos ou um valentão que usa a força bruta para forçá-lo a se submeter. Ele não tenta violar a nossa vontade, mas nos atrai delicadamente para si, de modo que nos ofereçamos a ele voluntariamente. Deus é amigo e libertador, e render-se a ele traz liberdade, não servidão. Quando nos rendemos completamente a Jesus, descobrimos que ele não é um tirano, mas um salvador; não um patrão, mas um irmão; não um ditador, mas um amigo.

Admitindo nossas limitações. Uma segunda barreira para a total rendição é o nosso orgulho. Não queremos admitir que somos apenas criaturas e que não estamos no controle de coisa nenhuma. Esta é a mais antiga das tentações: Sereis como Deus! Esse desejo —de ter o controle completo — é a causa de tanto estresse em nossa vida. A vida é uma luta, mas o que a maioria das pessoas não percebe é que, como Jacó, nossa verdadeira luta é com Deus! Nós queremos ser Deus, e não há nenhuma chance de ganharmos essa luta.

A. W. Tozer disse: “O motivo pelo qual muitos ainda estão angustiados, buscando e progredindo lentamente é que ainda não chegaram ao fim de si mesmos. Nós ainda tentamos comandar e meter o bedelho no trabalho que Deus realiza dentro de nós”.

Não somos Deus nem jamais seremos; somos humanos! É quando tentamos ser Deus que acabamos mais parecidos com Satanás, o qual quis a mesma coisa.

Aceitamos nossa humanidade intelectualmente, mas não emocionalmente. Quando diante de nossas limitações, reagimos com irritação, raiva e ressentimentos. Desejamos ser mais altos (ou mais baixos), mais inteligentes, mais fortes, mais talentosos, mais bonitos e mais ricos. Queremos ter tudo e fazer tudo, e ficamos deprimidos quando isso não acontece. Então, quando percebemos que Deus deu a outros características que não temos, reagimos com inveja, ciúmes e autopiedade.

O que significa rendição. Render-se a Deus não é resignação passiva, fatalismo ou desculpa para a preguiça. Não é resignar-se com a situação, mas significa exatamente o oposto: sacrificar a vida ou sofrer, a fim de mudar o que precisa ser mudado. Deus freqüentemente chama pessoas que se entregaram a ele, para batalhar em seu nome; render-se não é para covardes ou subservientes. Do mesmo modo, não significa desistir do raciocínio lógico; Deus não desperdiçaria a mente que lhe concedeu! Deus não quer ser servido por robôs. Render-se não é suprimir a própria personalidade; Deus quer utilizar sua personalidade singular. Em vez de diminuí-la, render-se a aprimora. C. S. Lewis observou: “Quanto mais deixa- mos que Deus assuma o controle sobre nós, mais autênticos nos tornamos — pois foi ele quem nos fez. Ele inventou todas as diferentes pessoas que eu e você tencionávamos ser […] É quando me viro para Cristo e me rendo à sua personalidade que pela primeira vez começo a ter minha própria e real personalidade”.

A rendição se manifesta mais claramente na obediência e na confiança. Você diz “Sim, Senhor” a tudo o que ele lhe pede; dizer “Não, Senhor” seria uma contradição. Você não pode chamar a Jesus de Senhor, quando se recusa a obedecer. Após uma noite de fracassos na pescaria, Pedro foi um exemplo de rendição quando Jesus lhe mandou tentar novamente: Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes. Pessoas que se entregaram a Cristo obedecem à Palavra de Deus mesmo que ela não faça sentido.

Outro aspecto da rendição total é a confiança. Abraão seguiu as orientações de Deus sem saber aonde isso o levaria. Ana esperou o momento perfeito estipulado por Deus sem saber quando aconteceria. Muitos esperaram um milagre sem saber como seria possível. José confiou nos propósitos de Deus sem saber por que as circunstâncias se desenvolviam daquela forma. Cada uma dessas pessoas se rendeu completamente a Deus.

Você sabe que se rendeu a Deus quando depende dele para resolver as coisas, em vez de insistir em manipular outras pessoas, forçar sua programação diária e controlar a situação. Você larga mão e deixa Deus trabalhar. Você não tem de estar sempre “no controle”. A Bíblia diz: Entregue-se ao SENHOR e espere pacientemente por ele.13 Em vez de tentar com mais afinco, confie mais. Você também sabe que está entregue a Deus quando não reage a críticas ou não tem o ímpeto de defender-se. Corações entregues a Deus se destacam em relacionamentos. Você não pressiona os outros, não exige seus direitos nem é egoísta quando está entregue a Deus.

Para muitas pessoas, o mais difícil de entregar a Deus é o seu dinheiro. Elas pensam: “Quero viver para Deus, mas também preciso ganhar dinheiro suficiente para viver comodamente e me aposentar algum dia”. Aposentadoria não é o objetivo de uma vida entregue a Deus, porque ela compete com Deus para ser o principal alvo de cuidados em sua vida. Jesus disse: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro, e onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.

O mais importante exemplo de auto-rendição é Jesus. Na noite anterior à crucificação, Jesus se rendeu aos planos de Deus. Ele orou: Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres.

Jesus não orou “Deus, se você puder retirar esta dor, faça-o por favor”. Ele já havia afirmado que Deus pode fazer qualquer coisa! Em vez disso, ele orou: “Deus, se for do teu interesse afastar este sofrimento, afasta-o, por favor. Porém, se o contrário cumpre o teu propósito, esse também é o meu desejo”.

Aquele que verdadeiramente se rendeu a Deus diz: “Pai, se este problema, dor, doença ou circunstância é necessário para a tua glória e o cumprimento do teu propósito na minha vida ou na vida de outro alguém, por favor, não o afastes”. Esse nível de maturidade não é facilmente alcançado. No caso de Jesus, ele ficou tão angustiado com os planos de Deus que suou sangue. Render-se é um trabalho árduo. No nosso caso, é uma intensa guerra contra nossa natureza egoísta.

A bênção da rendição. A Bíblia é clara como cristal a respeito de como você se beneficia quando rende sua vida totalmente a Deus. Em primeiro lugar, você sente paz: Pare de disputar com Deus! Concordando com ele, você ao menos terá paz, e as coisas irão bem para você. Em seguida, você se sente livre: Ofereça-se aos caminhos de Deus, e a liberdade jamais o abandonará […] seus ensinos o libertam para viver abertamente em sua liberdade. Em terceiro lugar, você experimenta o poder de Deus em sua vida. Tentações persistentes e problemas avassaladores podem ser derrotados por Cristo quando estamos entregues a ele.

Quando Josué se aproximou da maior batalha da sua vida, ele deparou com Deus, prostrou-se em adoração perante ele e rendeu-lhe os seus planos. Tal rendição levou a uma esmagadora vitória em Jericó. Este é o paradoxo: pela rendição veio a vitória. Render- se não o enfraquece, mas o fortalece. Entregue-se a Deus; você não tem de temer ou se render a mais ninguém. William Booth, fundador do Exército de Salvação, disse: “A grandeza do poder de um homem está na medida de sua entrega a Deus”.

Pessoas entregues a Deus são exatamente aquelas usadas por Deus. Deus escolheu Maria para ser a mãe de Jesus não por causa de seu talento, riqueza ou beleza, mas porque ela se havia rendido completamente a ele. Quando o anjo explicou o improvável plano de Deus, ela calmamente respondeu: Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra. Nada é mais poderoso do que uma vida entregue nas mãos de Deus. Portanto entreguem-se inteiramente a Deus.

A melhor forma de viver. Todo o mundo, com o tempo, se rende a algo ou a alguém. Se não for a Deus, você se renderá às opiniões ou expectativas de outros, ao dinheiro, ao rancor, ao medo ou ao orgulho próprio, luxúria ou ego. Você foi feito para adorar a Deus e, se fracassar em adorá-lo, criará outras coisas (ídolos) para as quais entregará sua vida. Você é livre para escolher a quem se entregará, mas não é livre das conseqüências dessa escolha. E. Stanley Jones disse: “Se você não se rende a Cristo, se rende ao caos!”.

Render-se a Deus não é a melhor maneira de viver, é a única maneira de viver; nada mais funciona. Todas as outras vias levam à frustração, decepção e autodestruição. A King James Version (KJV) denomina a rendição a Deus vosso culto racional. Outra versão traduz como a maneira mais sensata de servir a Deus  Render a vida não é um tolo impulso emocional, mas um ato inteligente e racional; a atitude mais responsável e inteligente que você pode tomar em sua vida. Foi por isso que Paulo disse: Por isso, temos o propósito de lhe agradar.  Seus momentos mais sábios serão aqueles em que você disser sim para Deus.

Algumas vezes leva anos, mas por fim você descobre que o maior obstáculo às bênçãos de Deus em sua vida não são os outros, mas você mesmo — sua teimosia, seu orgulho obstinado e sua ambição. Você não pode cumprir os propósitos de Deus em sua vida enquanto estiver enfocando planos pessoais.

Se Deus tiver de fazer uma profunda obra em sua vida, ela começará por aqui. Então entregue tudo a Deus: os arrependimentos do passado, os problemas do presente, as ambições do futuro, seus medos, sonhos, fraquezas, costumes, mágoas e traumas. Ponha Jesus Cristo na direção de sua vida e tire as mãos do volante. Não tenha medo; nada sob o seu controle poderá ficar descontrolado. Controlado por Cristo, você pode dar conta de qualquer coisa. Você será como Paulo: Eu estou pronto para tudo e a altura de qualquer desafio através dele, que infunde uma força interior em mim; ou seja, sou independente na dependência de Cristo.

O momento da rendição de Paulo ocorreu na estrada para Damasco, após ele ter sido derrubado por uma luz ofuscante. Outros tiveram sua atenção capturada de formas menos dramáticas. Não obstante, render-se nunca é um acontecimento isolado. Paulo disse: Morro todos os dias.26 Há o momento da rendição, e há a prática da rendição, que ocorre a todo momento e por toda a vida. O problema do sacrifício vivo é que ele escapulir do altar; então você provavelmente terá de renovar a rendição de sua vida cinqüenta vezes por dia. Jesus disse: Se as pessoas querem me seguir, elas precisam abrir mão de suas vontades. Elas precisam estar dispostas a negar sua vida diariamente para me seguir.

Deixe-me dar-lhe um aviso: uma vez que você tenha decidido entregar sua vida inteiramente nas mãos de Deus, essa decisão será testada. Isso significa que algumas vezes será inconveniente, antipático, custoso ou uma tarefa aparentemente impossível. Significa que você freqüentemente fará o oposto do que deseja.

Um dos grandes líderes cristãos do século XX foi Bill Bright, fundador da Campus Crusade for Christ [Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo]. Por meio da equipe da Cruzada ao redor do mundo, do panfleto As quatro leis espirituais e do filme Jesus (visto por mais de quatro bilhões de pessoas), mais de 150 milhões de pessoas vieram a Cristo e passarão a eternidade no céu.

Certa vez, perguntei a Bill: “Por que Deus usa e abençoa tanto a sua vida?”. Ele respondeu: “Quando jovem, eu fiz um contrato com Deus. Eu verdadeiramente o redigi e assinei meu nome embaixo. Ele dizia: “Deste dia em diante, sou um escravo de Jesus Cristo”.

Você já assinou um contrato como esse com Deus? Ou você ainda está debatendo e lutando com Deus a respeito do direito que ele tem de fazer com sua vida o que quiser? Este é o momento de você se render — à graça, ao amor e à sabedoria de Deus.

tempo de refletir-box

Tempo de refletir - cap 9

O que faz Deus sorrir?

Que o SENHOR sorria para ti…
Números 6.25; NLT

Sorria para mim, seu servo; ensina-me a forma correta de viver.
Salmos 119.135;

O sorriso de Deus é o objetivo da sua vida.

Uma vez que agradar a Deus é o primeiro propósito de sua vida, sua mais importante tarefa é descobrir como fazer isso. A Bíblia diz: Compreenda o que é agradável a Cristo, e então faça-o. Felizmente, a Bíblia dá um exemplo claro de uma vida que agrada a Deus. Seu nome era Noé.

Na época de Noé, todo o mundo estava moralmente arruinado. Todos viviam para o próprio prazer, e não para o de Deus. Deus não conseguiu achar ninguém sobre a terra interessado em agradá-lo; então lamentou e se arrependeu de ter feito o homem. Deus ficou tão indignado com a raça humana que pensou em destruí- la. Mas houve um homem que fez Deus sorrir. A Bíblia diz: Mas Noé dava alegria ao Senhor.

Deus disse: “Esse sujeito me agrada. Ele me faz sorrir. Vou começar tudo de novo com a família dele”.

Porque Noé agradou a Deus, você e eu estamos vivos hoje. Observando a vida dele, aprendemos cinco atos de adoração que fazem Deus sorrir.

Deus sorri quando o amamos acima de qualquer coisa. Noé amava a Deus mais que qualquer coisa no mundo, mesmo quando ninguém mais amava! A Bíblia diz que, durante toda a sua vida, Noé seguia a Deus ininterruptamente e desfrutava de um íntimo relacio- namento com ele.

Eis o que Deus mais quer de você: um relacionamento! Essa é a mais espantosa verdade do universo — que o nosso Criador nos queira como companheiros. Deus criou você para amá-lo, e deseja que você também o ame. Ele diz: Não quero sacrifícios — quero o seu amor. Não me interesso por suas ofertas; o que Eu quero é que vocês me conheçam.

Você consegue sentir nesse versículo a paixão que Deus tem por você? Deus o ama profundamente e deseja que você também o ame. Ele anseia que você o conheça e que use seu tempo para ficar ao lado dele. Esse é o motivo pelo qual devemos aprender a amar a Deus e ser amados por ele. Deveria ser o maior objetivo de sua vida; nada se compara em importância. Jesus o chamou de o maior mandamento. Ele disse: Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento.

Deus sorri quando confiamos nele completamente. A segunda razão pela qual Noé agradou a Deus foi o fato de ele ter confiado em Deus, mesmo quando isso não fazia sentido. A Bíblia diz: Pela fé, Noé construiu uma embarcação em terra seca. Ele foi alertado a respeito de algo que não podia ver e agiu com base no que lhe fora dito. Por conseguinte, Noé se tornou amigo íntimo de Deus.

Imagine esta cena: Deus chega para Noé e diz: “Estou decepcionado com os seres humanos. Em todo o mundo, ninguém além de você pensa em mim. Mas, Noé, quando olho para você começo a sorrir. Estou satisfeito com a sua vida, então vou inundar o mundo e começar tudo de novo com sua família. Quero que você construa um barco gigantesco, o qual salvará você, sua família e os animais”.

Havia três problemas que poderiam ter despertado dúvidas em Noé. Primeiro: Noé jamais tinha visto chuva, pois antes do dilúvio Deus irrigava a terra com água que brotava do solo. Segundo: Noé vivia a centenas de quilômetros do oceano e, mesmo que pudesse aprender a fazer um navio, como faria para colocá-lo na água? Terceiro: havia o problema de reunir todos os animais e depois tomar conta deles. Mas Noé não reclamou nem deu desculpas. Confiou em Deus completamente e fez Deus sorrir.

Confiar em Deus completamente significa crer que ele sabe o que é melhor para sua vida. Você espera que ele cumpra suas promessas, ajude-o com seus problemas e faça o impossível quando necessário. A Bíblia diz: O que agrada a Deus […] são […] pessoas que o temem e põem a sua esperança no seu amor.

Noé levou 120 anos para construir a arca. Imagino que ele tenha enfrentado muitos dias desanimadores. Sem nenhum sinal de chuva ano após ano, ele era implacavelmente criticado como um “louco que pensa ouvir a voz de Deus”. Imagino que os filhos de Noé devi- am freqüentemente ficar constrangidos com o barco gigantesco que estava sendo construído em seu quintal. Mesmo assim, Noé seguiu confiando em Deus.

Em quais áreas de sua vida você precisa confiar em Deus completamente? Confiar é um ato de adoração.

Assim como os pais se agradam dos filhos que confiam em seu amor e sabedoria, sua fé deixa Deus feliz. A Bíblia diz: Sem fé é impossível agradar a Deus.

Deus sorri quando lhe obedecemos incondicionalmente. Salvar a população animal do mundo inteiro de uma inundação exigiu enorme cuidado com a logística e com os detalhes. Tudo tinha de ser feito exatamente segundo as orientações de Deus. Deus não disse: “Construa qualquer barco velho que lhe agradar, Noé”. Ele deu instruções detalhadas quanto ao tamanho, forma e materiais utilizados na arca, bem como a respeito da quantidade dos diferentes animais a ser trazidos a bordo. A Bíblia nos conta sobre a reação de Noé: Noé fez tudo exatamente como Deus lhe tinha ordenado.

Repare que Noé obedeceu completamente (nenhuma instrução foi deixada de lado) e exatamente (do modo e no tempo que Deus determinou). Isso é devoção. Não admira que Deus tenha sorrido para Noé. Se Deus lhe solicitasse a construção de um barco gigante, você não acha que teria algumas dúvidas, objeções e restrições? Noé não teve. Ele obedeceu a Deus incondicionalmente. Isso significa fazer qualquer coisa que Deus lhe pedir, sem duvidar nem hesitar. Você não embroma e diz “Vou orar a este respeito”; você faz sem demora. Todo pai sabe que obediência atrasada é na verdade desobediência. Deus não lhe deve explicação ou motivo para tudo que ele lhe manda fazer. A compreensão pode esperar, mas a obediência não. Obediência imediata lhe ensinará mais sobre Deus do que uma vida inteira de discussões bíblicas. Na verdade, você jamais compreenderá algumas ordens sem que as tenha obedecido primeiro. A obediência libera a compreensão.

Freqüentemente tentamos oferecer a Deus uma obediência parcial. Queremos escolher as ordens a que obedecemos. Fazemos uma lista das ordens de que gostamos e lhes obedecemos, enquanto deixamos de lado as que acreditamos ser absurdas, difíceis, custosas ou impopulares. “Vou à igreja, mas não vou dar o dízimo. Vou ler a Bíblia, mas não perdoarei à pessoa que me magoou.” Todavia, obedecer parcialmente é desobedecer.

A obediência é incondicional, com entusiasmo. A Bíblia diz: Obedeçam a Ele de coração alegre. Esta foi a atitude de Davi: Ensina-me, Senhor, a cumprir as tuas ordens escritas! Então eu te obedecerei até o fim da vida.

Tiago, falando aos cristãos, disse: Nós agradamos a Deus pelo que fazemos, e não somente pelo que cremos. A Palavra de Deus é clara quando diz que não há como você merecer a salvação. Ela vem pela graça, e não por esforço. Mas, como filho de Deus, você pode agradar seu Pai celestial por meio da obediência. Qualquer ato de obediência é também um ato de adoração. Por que a obediência agrada tanto a Deus? Porque ela prova que você realmente o ama. Jesus disse: Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos.

Deus sorri quando o louvamos e damos graças continuamente. Poucas coisas trazem uma sensação tão boa quanto receber um agradecimento ou um elogio sincero de alguém. Deus também gosta de recebê-los. Ele sorri quando expressamos diante dele nossa ado- ração e gratidão.

A vida de Noé agradou a Deus porque ele viveu com um coração cheio de louvor e ação de graças. A primeira atitude de Noé após ter sobrevivido ao Dilúvio foi expressar sua gratidão a Deus oferecendo-lhe um sacrifício. A Bíblia diz: Depois Noé construiu um altar dedicado ao SENHOR e, tomando alguns animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto, queimando-os sobre o
altar.

Por causa do sacrifício de Jesus, não oferecemos mais sacrifícios de animais, como fez Noé. Em vez disso, foi-nos dito que oferecêssemos a Deus um sacrifício de louvor e um sacrifício de gratidão. Nós louvamos a Deus por quem ele é e agradecemos a ele pelo que tem feito. Davi disse: Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei sua grandeza com ações de graças; isso agradará o SENHOR.

Algo maravilhoso acontece quando oferecemos louvores e ação de graças a Deus: quando trazemos gozo ao coração de Deus, o nosso próprio coração se enche de alegria!

Minha mãe amava cozinhar para mim. Mesmo após eu ter me casado com Kay, quando visitávamos meus pais, mamãe preparava fantásticos banquetes caseiros. Um de seus maiores prazeres na vida era nos assistir enquanto nos deliciávamos com o que ela havia prepara- do. Quanto mais apreciava a refeição, mais prazer eu lhe dava.

Mas nós também tínhamos prazer em agradar mamãe, quando expressávamos o nosso prazer com sua refeição. Isso funcionava das duas formas. À medida que comia e me embevecia com uma grande refeição, eu elogiava minha mãe. Eu pretendia não apenas aproveitar a comida, mas também agradar minha mãe, e assim todos ficavam felizes.

A adoração também funciona assim.’ Nós apreciamos o que Deus tem feito por nós e então expressamos a ele a nossa satisfação; isso lhe traz alegria — mas também aumenta a nossa alegria. O livro de Salmos diz: Os bons ficam contentes e felizes na sua presença e, cheios de alegria, cantam hinos.

Deus sorri quando usamos nossas habilidades.

Após o Dilúvio, Deus deu a Noé estas simples orientações: Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra. […] Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês. Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as coisas.

Deus disse: “É tempo de seguir com sua vida! Faça as coisas que foram determinadas que os humanos fizessem. Faça amor com sua esposa. Tenham filhos. Constituam famílias. Plantem e comam suas refeições. Sejam humanos! Foi para isso que eu os fiz!”.

Você deve ter a sensação de que o único momento em que Deus se agrada de você é quando você está envolvido em atividades “espirituais” — tais como ler a Bíblia, assistindo aos cultos na igreja, orando ou divulgando sua fé. E você deve pensar que Deus é indiferente às outras áreas de sua vida. Na verdade, Deus gosta de atentar para cada detalhe de sua vida, esteja você trabalhando, brincando, descansando ou comendo. Ele não perde um único movimento que você faça. A Bíblia diz: Os passos dos justos são dirigidos pelo SENHOR. Ele se agrada de cada detalhe da vida deles.

Todas as atividades humanas, com exceção do pecado, podem ser feitas para agradar a Deus, se você as fizer com uma atitude de louvor. Você pode lavar pratos, consertar uma máquina, vender um produto, fazer um programa de computador, cultivar uma lavoura ou criar uma família para a glória de Deus.

Como um pai orgulhoso, Deus gosta especialmente de observá-lo enquanto você utiliza os talentos e habilidades que ele lhe deu. Deus intencionalmente nos dotou de maneira distinta para o seu deleite. Ele fez que alguns fossem atléticos e outros fossem intelectuais. Você pode ser talentoso em mecânica, matemática, música ou em milhares de outras habilidades, e todas podem trazer um sorriso ao rosto de Deus. A Bíblia diz: Ele formou a cada um, e agora observa tudo o que fazemos.

Você não glorifica ou agrada a Deus escondendo suas habilidades ou tentando ser outra pessoa. Você só o agrada sendo você mesmo. Sempre que você despreza uma parte de si mesmo está desprezando a soberania e a sabedoria de Deus ao criá-lo. Deus diz» Você não tem o direito de argumentar com seu Criador. Você é meramente um vaso de barro modelado por um oleiro. O barro não questiona: Por que você me fez desse jeito?

No filme Carruagens de fogo, o corredor olímpico Eric Liddell diz: “Creio que Deus me fez para um propósito, mas ele também me fez veloz, e, quando corro, sinto que agrado a Deus”. Mais tarde ele diz: “Desistir de correr seria desprezá-lo”. Não existem habilidades “não espirituais”, somente habilidades mal- empregadas. Comece a usar as suas para o prazer de Deus.

Deus também tem prazer em ver você desfrutar da criação. Ele lhe deu olhos para apreciar a beleza, ouvidos para apreciar os sons, nariz e papilas gustativas para apreciar perfumes e sabores e nervos sob a pele para apreciar o toque. Cada ato de prazer se torna um ato de adoração quando você agradece a Deus por ele. Na verdade, a Bíblia diz que Deus […] nos dá todas as coisas em grande quantidade, para o nosso prazer!

Deus tem prazer até mesmo em observar o seu sono! Quando meus filhos eram pequenos, tinha profunda satisfação em vê-los dormir. Algumas vezes o dia havia sido repleto de problemas e de rebeldia, mas, adormecidos, eles pareciam contentes, a salvo e tran- qüilos, e eu me lembrava de quanto os amava.

Meus filhos não tinham de fazer nada para que eu gostasse deles. Eu ficava feliz meramente por observá- los respirando, de tanto que os amava. Enquanto eu assistia aos movimentos do peitinho deles ao respirar, eu sorria, e algumas vezes meus olhos ficavam cheios de lágrimas de alegria. Quando você está dormindo, Deus fica a contemplá-lo com amor, pois você foi idéia dele. Ele o ama como se você fosse a única pessoa na terra.

Os pais não exigem que seus filhos sejam perfeitos, ou mesmo maduros, para amá-los. Eles apreciam os filhos em todos os estágios de seu desenvolvimento. Da mesma forma, Deus não espera que você amadureça para começar a gostar de você. Ele o ama e preza a cada estágio de seu desenvolvimento espiritual.

Durante o crescimento, você talvez tenha tido professores ou pais que nunca estavam satisfeitos com nada. Mas, por favor, não suponha que Deus se sente assim a seu respeito. Ele sabe que você é incapaz de ser perfeito ou de não pecar. A Bíblia diz: Pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.

O que Deus leva em consideração é a atitude de seu coração: agradar a ele é seu mais intenso desejo? Este foi o objetivo da vida de Paulo: Porém, acima de tudo, o que nós queremos é agradar o Senhor, seja vivendo no nosso corpo aqui, seja vivendo lá com o Senhor.26 Quando você vive sob a luz da eternidade, seu enfoque muda de “Quanto prazer posso ter em minha vida?” para “Quanto prazer Deus pode ter em minha vida?”.

Deus procura pessoas como Noé no século XXI, pessoas dispostas a viver para o prazer de Deus. A Bíblia diz: Lá do céu o Senhor olha para a humanidade, procurando alguém que compreenda seus planos, procurando alguém que deseje comunhão com Ele.

Você tomará providências para que o ato de ser agradável a Deus se torne o objetivo de sua vida? Não há nada que Deus não faça pela pessoa totalmente concentrada neste objetivo.

Tempo de refletir - cap 8

Tu criaste todas as coisas, e é para o teu agrado que elas existem e foram criadas.
Apocalipse 4.11; NLT

Pois o SENHOR está contente com o seu povo. Salmos 149.4; NTLH

Você foi planejado para agradar a Deus.
No instante em que você nasceu neste mundo, Deus estava lá como testemunha invisível, sorrindo ao assistir seu nascimento. Ele quis que você vivesse, e sua chegada lhe deu enorme prazer. Deus não precisava criar você, mas escolheu criá-lo para a satisfação dele. Você existe para benefício, glória, propósito e prazer de Deus.

Dar satisfação a Deus, vivendo para seu prazer, é o primeiro propósito de sua vida. Quando você tiver compreendido plenamente essa verdade, jamais voltará a se sentir insignificante, pois isso prova o valor que você tem. Se você é tão importante para Deus, e ele o considera valioso o suficiente para mantê-lo consigo por toda a eternidade, que maior relevância você poderia alcançar? Você é um filho de Deus e proporciona prazer ao coração dele como nada mais que ele já tenha criado. A Bíblia diz: Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade.

Um dos maiores dons que Deus lhe deu foi a capacidade de apreciar o prazer. Ele o dotou com cinco sentidos e emoções, para que você pudesse experimentá- lo. Ele deseja que você aprecie a vida, não se limitando a apenas suportá-la. O motivo pelo qual você pode sentir prazer é que Deus o fez à sua imagem.

Nós nos esquecemos com freqüência de que Deus também tem emoções. Ele possui sentimentos intensos. A Bíblia diz que Deus sofre, fica enciumado e encolerizado, sente compaixão, piedade, tristeza e comiseração, bem como alegria, regozijo e satisfação. Deus ama, se deleita, sente prazer, exulta, desfruta e até mesmo ri!

Dar prazer a Deus é o que se chama “adorar”. A Bíblia diz: O SENHOR se agrada somente daqueles que o adoram e confiam em seu amor.

Qualquer atitude sua que venha agradar a Deus é um ato de adoração. Como o diamante, a adoração apresenta várias facetas. Seriam necessários vários livros para abordar tudo que precisamos compreender a respeito da adoração; mas nesta parte estudaremos os aspectos principais da adoração.

Os antropólogos perceberam que a adoração é um impulso universal, posto por Deus na estrutura de nosso ser — uma necessidade intrínseca de nos ligarmos a Deus. Adorar é tão natural quanto comer e respirar. Quando não conseguimos adorar a Deus, sempre achamos um substituto, ainda que no fim sejamos nós mesmos. A razão pela qual Deus nos fez com esse desejo é que ele anseia por adoradores! Jesus disse: São estes os adoradores que o Pai procura.

Dependendo de sua formação religiosa, pode ser que você precise ampliar sua compreensão do termo “adorar”. Você talvez imagine cultos na igreja em que haja cânticos, orações e se escute uma pregação. Ou talvez você imagine um cerimonial, velas e uma ceia. Ou talvez ainda imagine curas, milagres e experiências arrebatadoras. A adoração pode incluir esses elementos, mas vai muito além dessas manifestações. Adorar é um estilo de vida.

Adoração é muito mais do que música. Para muitas pessoas, adorar é apenas sinônimo de música. Elas dizem: “Em nossa igreja temos primeiro a adoração e depois o ensinamento”. Esse é um grande mal- entendido. Todos os momentos do culto em uma igreja são um ato de adoração: a oração, a leitura da Bíblia, os cânticos, a declaração de fé, o silêncio, manter-se quieto, ouvir uma pregação, tomar notas, ofertar, assinar um cartão de compromisso e até mesmo saudar outros adoradores.

Na verdade, a adoração é anterior à música. Adão adorou no jardim do Éden, mas não há nenhuma menção à música antes de Gênesis 4.21, com o nascimento de Jubal. Se adoração fosse somente música, então os que nunca se utilizaram da música jamais adoraram. Adoração é muito mais do que música.

De modo ainda mais grave, o termo “adoração” é muitas vezes utilizado erroneamente em alusão a um estilo musical específico:

“Primeiro cantamos um hino, depois uma canção de louvor e adoração”. Ou: “Gosto das canções de louvor mais rápidas, mas prefiro as canções de adoração mais lentas”. De acordo com essa convenção, se uma canção for rápida, alta ou usar metais, é considerada “louvor”. Mas, se for lenta, tranqüila e intimista, talvez acompanhada por um violão, é “adoração”. Esse é um uso inadequado e bastante comum da palavra “adoração”.

Adoração não tem relação com o estilo, volume ou andamento da música. Deus ama todos os tipos de música porque ele inventou todas — rápidas e lentas, altas e suaves, antigas e modernas. É provável que você não goste de todas, mas Deus gosta! Se ela é oferecida a Deus em espírito e em verdade, então é um ato de adoração.

Os cristãos freqüentemente discordam quanto ao estilo de música a ser utilizado na adoração, defendendo apaixonadamente seus estilos preferidos como se fossem os mais bíblicos ou reverentes a Deus. Mas não existe um estilo bíblico! Não existem notas musicais na Bíblia, e nós nem temos os instrumentos que eles utilizavam nos tempos bíblicos.

Para ser sincero, o estilo musical que você prefere diz mais sobre você — sua formação e personalidade — do que sobre Deus. O som de um grupo étnico pode soar barulho para outro. Mas Deus gosta de diversidade e aprecia a todos.

Não existe nada como música “cristã”; existe apenas letra cristã. É a letra que torna uma canção sagrada, e não a melodia. Não existem melodias espirituais. Se eu tocasse para você uma música sem a letra, não haveria como saber se é uma canção “cristã”.

A adoração não é para nosso benefício. Como pastor, recebo bilhetes dizendo: “Eu amei a adoração de hoje. Foi muito bom para mim”. Esse é outro mal- entendido a respeito da adoração. Ela não é para nosso benefício. Quando adoramos, nosso objetivo é agradar a Deus, não a nós mesmos.

Se você alguma vez já disse “Não aproveitei em nada a adoração de hoje”, você adorou pelos motivos errados. A adoração não é para você, é para Deus. Logicamente, a maioria dos cultos de adoração também tem elementos de comunhão entre os irmãos, edificação e evangelização; e existem benefícios na adoração, mas nós não adoramos para nossa satisfação. Nossa motivação é glorificar e agradar ao nosso Criador.

No capítulo 29 de Isaías, Deus reclama de uma adoração sem entusiasmo e hipócrita. As pessoas estavam oferecendo a Deus orações insípidas, louvores fingidos, palavras vazias e rituais artificiais sem que seu significado fosse levado em consideração. O coração de Deus não é tocado pela tradição na adoração, mas pela paixão e pelo empenho. A Bíblia diz: O SENHOR diz: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens”.

A adoração não é parte de sua vida; ela é a sua vida. Não o adore somente nos cultos na igreja, pois nos foi dito: Procurem a ajuda do SENHOR; estejam sempre na sua presença e Cantem glórias e louvem ao Senhor desde o nascer até o pôr-do-sol.  Na Bíblia, as pessoas louvavam a Deus no trabalho, em casa, na batalha, na prisão e até mesmo na cama! Louvar deveria ser sua primeira atividade, assim que abrisse os olhos pela manhã, e sua última atividade, ao fechá-los à noite. Davi disse: Eu agradecerei ao SENHOR O tempo todo. Minha boca sempre o louvará.

Cada atividade pode ser transformada em ato de adoração, quando você a faz para louvar, glorificar e agradar a Deus. A Bíblia diz: Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. Martinho Lutero disse: “Uma ordenhadora pode tirar o leite das vacas para a glória de Deus”.

Como é possível fazer tudo para a glória de Deus?

Ao fazer tudo como se estivesse fazendo para Jesus e mantendo uma conversa contínua com ele durante sua atividade. A Bíblia diz: Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.

Este é o segredo de um estilo de vida em adoração — fazer todas as coisas como se fosse para Jesus. A Bíblia, na paráfrase The Message [A Mensagem], diz: Pegue sua vida diária e comum — seu dormir, comer, trabalhar e passear — e ponha diante do Senhor como oferta. O trabalho se torna adoração quando você o dedica a Deus e o realiza consciente de sua presença.

Logo que me apaixonei pela minha esposa, pensava nela o tempo todo: no café da manhã, dirigindo para a escola, assistindo às aulas, na fila do supermercado, abastecendo o carro — eu não conseguia parar de pensar nessa mulher! Eu constantemente falava com meus botões sobre ela e pensava sobre as coisas que eu amava nela. Isso fazia com que eu me sentisse perto de Kay mesmo quando estávamos separados por vários quilômetros de distância e íamos para faculdades diferentes. Pensando nela constantemente, eu estava permanecendo no seu amor. Esta é a verdadeira adora- ção — apaixonar-se por Jesus.

tempo de refletir-box

Tempo de refletir - cap 7

A razão de tudo

Todas as coisas vêm única e exclusivamente de Deus. Tudo vive por seu poder, e tudo é para sua glória. A Ele seja a glória para todo o sempre.Romanos 11.36; BV

O SENHOR criou todas as coisas para os seus próprios propósitos.
Provérbios 16.4; NLT

Tudo isso é para ele.
O objetivo fundamental do universo é demonstrar a glória de Deus. Essa é a razão de tudo que existe, incluindo você. Deus fez tudo isso para a glória dele. Não fosse a glória de Deus, não haveria nada.

O que é a glória de Deus? A glória de Deus é o que ele é. É a essência de sua natureza, o peso de sua importância, o brilho de seu esplendor, a demonstração de seu poder e o ambiente de sua presença. A glória de Deus é a expressão de sua bondade e de todas as suas outras qualidades intrínsecas e eternas.

Onde está a glória de Deus? Basta olhar em volta. Tudo que foi criado por Deus reflete sua glória de alguma forma. Vemos isso em toda parte: da menor forma de vida microscópica até a Via Láctea; do pôr-do-sol e das estrelas às tempestades e estações do ano. A criação dá a conhecer a glória de nosso Criador. Na natureza, aprendemos que Deus é poderoso, aprecia a variedade, ama a beleza e é organizado, sábio e criativo. A Bíblia diz que os céus declaram a glória de Deus.

Ao longo da história, Deus tem revelado sua glória às pessoas em diferentes ambientes. Ele a revelou inicialmente no jardim do Éden, depois disso a Moisés, no Tabernáculo, no Templo, por meio de Jesus e agora por intermédio da igreja. Foi descrito como um fogo consumidor, uma nuvem, um trovão, uma fumaça e uma luz brilhante. No céu, a glória de Deus fornece toda a luz necessária. A Bíblia diz: A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina.

A glória de Deus é mais bem observada em Jesus Cristo. Ele, a Luz do mundo, esclarece a natureza de Deus. Graças a Jesus, já não somos ignorantes a respeito de quem Deus realmente é. A Bíblia diz: O Filho é o resplendor da glória de Deus. Jesus veio à terra de modo que pudéssemos entender completamente a glória de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória […] cheio de graça e de verdade.

Ele possui uma glória inerente a Deus porque ele é Deus; faz parte de sua natureza. Não há nada que possamos agregar à sua glória, assim como seria impossível aumentar o brilho do sol; mas somos instruídos a reconhecer sua glória, honrar sua glória, declarar sua glória, louvar sua glória, refletir sua glória e viver por sua glória. Por quê? Porque Deus merece! Nós lhe devemos toda a honra que pudermos dar. Uma vez que Deus fez todas as coisas, ele merece toda a glória. A Bíblia diz: Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas.

Em todo o universo, somente duas das criações de Deus falham em glorificá-lo: anjos caídos (demônios) e nós (pessoas). Todo pecado, basicamente, consiste na incapacidade de dar glória a Deus, ou seja, amando qualquer outra coisa mais do que a Deus. Recusar-se a dar glória a Deus é rebelião e arrogância, e foi este pecado que causou a queda de Satanás — bem como a nossa. De formas diferentes, todos já vivemos para nossa própria glória, e não a de Deus. A Bíblia diz: Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.

Nenhum de nós tem dado a Deus toda a glória que ele merece em nossa vida. Esse é o pior pecado, e o maior engano que podemos cometer. Entretanto, viver para a glória dele é a maior realização que podemos alcançar em nossa vida. Deus diz: Todos eles são o meu próprio povo; eu os criei e lhes dei vida a fim de que mostrem a minha grandeza,  logo, esse deve ser o objetivo supremo de nossa vida.

Como posso dar glória a Deus?

Jesus disse ao Pai: O SENHOR criou todas as coisas para os seus próprios propósitos. Jesus glorificou a Deus cumprindo seu propósito na terra. Nós honramos a Deus da mesma forma. Qualquer coisa na criação glorifica a Deus quando cumpre seu propósito. Os pássaros glorificam a Deus ao voar, gorjear, fazer um ninho e ao realizar outras atividades próprias dos pássaros, conforme os planos de Deus. Mesmo uma humilde formiga dá glória a Deus quando cumpre o propósito para o qual foi criada. Deus fez as formigas para serem formigas, e fez você para ser você. Ireneu disse: “A glória de Deus é um ser humano em plenitude de vida!”.

Existem muitas formas de dar glória a Deus, mas elas podem ser resumidas nos cinco propósitos que ele estabeleceu para sua vida. Passaremos o restante deste livro estudando-os detalhadamente, mas aqui está uma visão geral.

Damos glória a Deus ao adorá-lo. Adorar é o nosso primeiro dever para com Deus, e nós o adoramos ao apreciá-lo. C. S. Lewis disse: “Ao nos orientar para adorá-lo, Deus está nos convidando para apreciá-lo”. Deus deseja que nossa adoração seja motivada por amor, ação de graças e alegria, não imposta.

John Piper observa que “é quando estamos mais satisfeitos em Deus que ele é mais glorificado em nós”.

Adorar é muito mais que louvar, cantar e orar a Deus. É um estilo de vida que compreende apreciar a Deus, amá-lo e nos doar para sermos usados em seus propósitos. Quando você usa sua vida para a glória de Deus, tudo que faz pode se tornar um ato de adoração. A Bíblia diz: Usem o seu corpo inteiro como instrumento para fazer o que é justo, para a glória de Deus. Damos glória a Deus ao amar outros crentes.

Quando nasceu de novo, você se tornou parte da família de Deus. Seguir a Cristo não é apenas uma questão de acreditar, mas também inclui pertencer e aprender a amar a família de Deus. João escreveu: Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos.u Paulo disse: Aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus.

É sua responsabilidade aprender a amar como Deus ama, porque Deus é amor, e isso confere honra a ele. Jesus disse: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Damos glória a Deus ao nos tornar como Cristo.

Uma vez que tenhamos nascido na família de Deus, ele quer que prossigamos crescendo até a maturidade espiritual. E o que seria isso? Maturidade espiritual é nos tornar como Jesus na forma de pensar, de sentir e de agir. Quanto mais você desenvolver o caráter cristão, mais dará glória a Deus. A Bíblia diz: À medida que o Espírito do Senhor trabalha em nós, tornamo-nos mais e mais semelhantes a ele e refletimos a sua glória ainda mais.

Quando você aceitou a Cristo, Deus lhe deu nova vida e nova natureza. Agora, pelo resto de sua vida sobre a terra, Deus quer dar continuidade ao processo de transformação de sua personalidade. A Bíblia diz: Que vocês estejam sempre cheios do fruto da salvação de vocês — aquelas coisas boas produzidas na sua vida por Jesus Cristo —, pois isso trará muita glória e louvor a Deus.

Damos glória a Deus servindo a outras pessoas com nossos dons. Cada um de nós foi exclusivamente planejado por Deus com talentos, dons, capacidades e habilidades. O modo de você estar relacionado aos outros não é um acidente; Deus não lhe deu suas habilidades para propósitos egoístas. Elas lhe foram concedidas para beneficiar outras pessoas, assim como outros receberam habilidades para o seu benefício. A Bíblia diz: Deus concedeu dons a cada um de vocês, dentre a sua grande variedade de dons espirituais. Administrem-nos bem, para que a generosidade de Deus flua por meio de vocês. Vocês são chamados para ajudar aos outros? Ajudem com toda a força e energia com que Deus lhes supre.

Damos glória a Deus falando dele às outras pessoas. Deus não quer que seu amor e propósitos sejam mantidos em segredo. Uma vez que tenhamos conhecido a verdade, ele espera que a partilhemos com os outros. Este é um enorme privilégio — apresentar Je- sus às outras pessoas, ajudando-as á descobrir seus propósitos e preparando-as para seu destino eterno. A Bíblia diz que, à medida que a graça de Deus trouxer mais e mais pessoas para Cristo, Deus receberá mais e mais glória.

Qual será o objetivo de sua vida?
Viver o resto de sua vida para a glória de Deus exigirá uma mudança em suas prioridades, agenda, relacionamentos e tudo o mais; e algumas vezes significará pegar o caminho mais difícil, em vez do mais fácil. Até mesmo Jesus teve dificuldades com isso. Consciente de que estava para ser crucificado, ele clamou: Minha alma está perturbada; e será que devo dizer: “Pai, livra-me desta hora”? Mas, foi para esse propósito que eu vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome.

Jesus deparou com uma bifurcação em seu caminho: cumpriria ele seu propósito, glorificando a Deus, ou recuaria e viveria uma vida confortável e egoísta? Você agora enfrenta a mesma escolha. Você viverá para seus próprios objetivos, conforto e prazer ou viverá o resto de sua vida para a glória de Deus, sabendo que ele prometeu recompensas eternas? A Bíblia diz: Quem quer preservar a vida como ela é acaba por destruí-la. Mas, se você abrir mão dela, ela será sua para sempre, real e eterna.

Este é o momento de definir esta questão: “Para quem você irá viver: para si ou para Deus?”. Você pode titubear, imaginando se terá forças para viver para Deus, mas não se preocupe. Deus lhe dará tudo que for necessário, se você apenas fizer a escolha de viver por ele. A Bíblia diz: Tudo que é necessário para uma vida agradável a Deus temos recebido, miraculosamente, por meio do conhecimento pessoal e íntimo daquele que nos chamou para Deus.

Neste exato momento, Deus o está convidando a viver para sua glória, cumprindo os propósitos que ele estabeleceu para você. Essa é realmente a única forma de viver. Todo o resto é apenas existir. A verdadeira vida começa quando você se compromete completamente com Jesus Cristo. Se não está seguro de ter feito isso, tudo que você precisa é receber e acreditar. A Bíblia deixa clara a promessa que aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus.  E quanto a você? Vai aceitar a oferta de Deus?

Em primeiro lugar, creia. Creia que Deus o ama, e o criou para seus propósitos. Creia que você não é um acidente. Creia que você foi feito para ser eterno. Creia que Deus escolheu você para ter um relacionamento com Jesus, o qual morreu na cruz por você. Creia que, a despeito de suas ações passadas, Deus quer perdoar a você.

Em segundo lugar, receba. Receba Jesus em sua vida como seu Senhor e Salvador. Receba o perdão pelos pecados. Receba o Espírito, que lhe dará poder para cumprir o propósito de sua vida. A Bíblia diz: Qualquer pessoa que aceite o Filho e confie nele receberá tudo, vida completa e para sempre. Onde quer que você esteja lendo este trecho, convido-o a inclinar a cabeça e a fazer em voz baixa a oração que mudará sua eternidade: “Jesus, em ti eu creio e te recebo”. Siga em frente.

Se você fez essa oração com sinceridade, meus parabéns! Bem vindo à família de Deus! Você agora está pronto para descobrir e começar a viver o propósito de Deus para sua vida.

tempo de refletir-box

Tempo de refletir - cap 6

A VIDA É UMA ATRIBUIÇÃO TEMPORÁRIA

SENHOR, lembra-me de quão breve é o meu tempo na terra. Lembra-me que os meus dias estão numerados e que a minha vida está indo embora.
Salmos 39.4; NLT

Estou aqui na terra só por um pouco de tempo.
Salmos 119.19; Today’s English Version

A vida na terra é uma atribuição temporária.

A Bíblia é cheia de metáforas que ensinam a respeito da natureza breve e transitória da vida na terra. A vida é descrita como uma neblina, um corredor rápido, um sopro e um fio de fumaça. A Bíblia diz:… nossos dias sobre a terra são tão transitórios como uma sombra.

Para usar sua vida da melhor forma possível, você não deve nunca esquecer duas verdades. Primeira: em comparação com a eternidade, a vida é extremamente breve. Segunda: a terra é apenas uma residência temporária. Você não ficará aqui por muito tempo, então não fique muito apegado. Peça a Deus que o ajude a ver a vida na terra como ele a vê. Davi orou: Então finalmente pedi a Deus: Senhor, mostra-me o pouco tempo que me resta aqui na terra. Mostra-me como a vida é curta e eu sou frágil.

A Bíblia compara por várias vezes a vida na terra a uma habitação temporária em um país estrangeiro. Aqui não é seu lar permanente nem seu destino final. Você só está de passagem, apenas visitando. A Bíblia usa termos como forasteiro, peregrino, estrangeiro, estranho, visitante e viajante para descrever nossa breve estadia na terra. Davi disse: Viverei poucos anos aqui na terra.3 e Pedro explicou: Se vocês chamam a Deus de Pai, levem a vida como residentes temporários na terra.

Muitas pessoas se mudaram de outras partes do mundo para trabalhar na Califórnia, onde moro, mas elas ainda são cidadãs de seu país de origem. É obrigatório que elas carreguem um cartão de registro de visitantes (chamado green card), o qual lhes permite tra- balhar aqui, embora não sejam cidadãos americanos. Os cristãos deveriam carregar green cards espirituais, para nos lembrarmos de que a nossa cidadania é no céu. Deus diz que seus filhos devem pensar a respeito da vida de modo diferente dos que não são crentes. Tudo o que eles pensam é sobre esta vida aqui na terra.

Os verdadeiros crentes compreendem que há muito mais para viver do que os poucos anos que passamos neste planeta. A nossa identidade está na eternidade, e a nossa pátria é o céu. Quando você captar essa verdade, parará de se preocupar em “ter de tudo” sobre a terra. Deus é bastante categórico sobre o perigo de viver pelo aqui-e-agora, adotando valores, prioridades e estilos de vida do mundo ao redor. Quando flertamos com as tentações deste mundo, Deus chama isso de adultério espiritual. A Bíblia diz: Vocês estão traindo a Deus. Se tudo o que vocês querem é viver do seu próprio jeito, flertando com o mundo sempre que possível, vocês vão acabar tornando-se inimigos de Deus e do jeito dele.

Imagine que você tenha sido convidado por seu país para atuar como embaixador em uma nação inimiga. Você provavelmente teria de aprender outra língua e adaptar-se a alguns costumes e diferenças culturais, a fim de ser cortês e cumprir sua missão. Na função de embaixador, você não teria como se isolar do inimigo. Visando a cumprir sua missão, você teria de ter contato e se relacionar com o inimigo.

Mas suponhamos que você se sentisse tão à vontade nesse país que se apaixonasse por ele, preferindo-o à sua terra natal. Seu comprometimento e lealdade seriam alterados. Sua atuação como embai- xador ficaria comprometida. Em vez de representar sua terra natal, você começaria a agir como o inimigo. Você seria um traidor.

A Bíblia diz: Somos embaixadores de Cristo. Lamentavelmente, muitos cristãos têm traído seu Rei e seu Reino. Eles têm estupidamente chegado à conclusão de que, por viverem na terra, aqui é o seu lar. Aqui não é o seu lar. A Bíblia é clara: Amigos, este mundo não é o seu lar, então não fiquem à vontade. Não satisfaçam o ego em prejuízo da alma.8 Deus não quer que fiquemos apegados ao que está a nossa volta, porque é uma situação temporária. Já fomos avisados de que os que têm um contato freqüente com as coisas deste mundo devem usá-las corretamente sem criar apego; pois este mundo e tudo o que está nele passarão.

Em comparação com outros séculos, a vida nunca foi tão fácil para grande parte do mundo ocidental. Somos freqüentemente entretidos, divertidos e servidos. Com todas as fascinantes atrações, mídia cativante e agradáveis experiências disponíveis hoje em dia, é fácil esquecer que a vida não consiste em perseguir a felicidade. É somente ao lembrarmos que a vida é um teste, uma incumbência de confiança e uma atribuição temporária que o encanto dessas coisas perderão o domínio sobre nossa vida. Estamos nos preparando para algo ainda melhor. As coisas que vemos agora estão aqui hoje e amanhã se foram. Mas as coisas que não podemos ver agora vão durar para sempre.

O fato de a terra não ser nosso lar definitivo explica por que, como seguidores de Jesus, experimentamos dificuldades, aflições e rejeições neste mundo. Isso também explica por que algumas promessas de Deus parecem não ter sido cumpridas, algumas orações parecem não-respondidas e algumas situações parecem injustas. Esse não é o final da história.

Para impedir que fiquemos muito apegados à terra, Deus nos permite sentir uma substancial quantidade de descontentamentos e desgostos na vida — anseios que jamais serão satisfeitos deste lado da eternidade. Não somos completamente felizes porque não era para sermos! A terra não é nosso lar definitivo; fomos criados para algo muito melhor.

Um peixe nunca seria feliz vivendo em terra, porque foi feito para viver na água. Uma águia jamais poderia ficar contente se não lhe fosse permitido voar. Você nunca se sentirá plenamente satisfeito na terra, porque foi feito para algo mais. Você terá momentos felizes por aqui, mas nada comparado ao que Deus tem planejado para você.

Perceber que a vida na terra é apenas uma atribuição temporária alteraria completamente os seus valores. Valores eternos, e não temporários, se tornariam fatores determinantes em suas decisões. Como C. S. Lewis comentou: “Tudo o que não é eterno é eternamente inútil”. A Bíblia diz: Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.

É um erro fatal presumir que a meta de Deus para sua vida é a prosperidade material ou o sucesso popular, como determina o mundo. A vida em abundância não tem relação com abundância material, e a fidelidade a Deus não garante sucesso na carreira ou mesmo no ministério. Jamais concentre seus esforços em coroas temporárias.

Paulo foi fiel, e mesmo assim acabou em uma prisão. João Batista foi fiel, mas foi decapitado. Milhões de fiéis foram martirizados, perderam tudo o que tinham e chegaram ao fim da vida sem nada nas mãos. Mas o fim da vida não é o fim de tudo! Aos olhos de Deus, os maiores heróis da fé não são os que alcançaram prosperidade, sucesso e poder nesta vida, mas os que trataram esta vida como uma atribuição temporária e serviram fielmente, aguardando a recompensa que lhes foi prometida na eternidade. Eis o que a Bíblia diz sobre a Galeria dos Heróis da Fé, honrados por Deus: Todos esses morreram pela fé. Não receberam as coisas que Deus prometera a seu povo, mas as enxergaram no futuro e ficaram alegres. Eles diziam que eram visitantes e estrangeiros na terra […] estavam esperando uma pátria melhor — uma pátria celestial. Portanto, Deus não se envergonha de ser chamado Deus deles, porque preparou uma cidade para eles.  O seu tempo sobre a terra não é toda a história de sua vida. Você tem de esperar chegar no céu para conhecer o resto dos capítulos. É preciso ter fé para viver na terra como estrangeiro.

É bem conhecida a antiga história a respeito de um missionário aposentado que vinha para a América do Norte no mesmo navio do presidente dos Estados Unidos. Multidões ovacionando, uma banda militar, um tapete vermelho, faixas e a imprensa recepcionavam o presidente de volta ao lar, mas o missionário desembarcou do navio sem ser notado. Ressentido e com sentimentos de autocomiseração, começou a queixar-se para Deus.

Então Deus lembrou-o gentilmente: “Mas, meu filho, você ainda não chegou a casa”.

Não terão passado dois segundos de sua entrada no céu sem que você clame: “Por que eu fui dar tanta importância a coisas tão temporárias? Onde eu estava com a cabeça? Por que gastei tanto tempo, energia e preocupação no que não iria durar?”.

Quando a vida fica difícil e você é subjugado pelas dúvidas, ou quando fica imaginando se viver para Cristo vale o esforço, lembre-se de que você ainda não chegou a casa. Na morte, você não vai abandonar sua casa — você vai para casa.

tempo de refletir-box6

Tempo de refletir - cap 5

Enxergando a vida do ponto de vista de Deus

Que é a sua vida?
Tiago 4.14b; NVI

Nós não vemos as coisas como são, mas como nós somos.
Anaïs Nin

O modo de você enxergar sua vida molda sua vida.

O modo de você definir a vida determina o seu destino. Sua perspectiva irá influenciar o modo de você investir seu tempo, gastar seu dinheiro, usar seus talentos e valorizar seus relacionamentos.

Uma das melhores formas de compreender os outros é perguntar-lhes: “Como você enxerga a sua vida?”. Você descobrirá que existem tantas respostas diferentes quanto existem pessoas. Já me disseram que a vida é um circo, um campo minado, uma montanha russa, um quebra-cabeça, uma sinfonia, uma jornada e uma dança. As pessoas dizem “A vida é um carrossel: algumas vezes você está em cima, outras em baixo, e algumas vezes você fica apenas dando voltas”, ou “A vida é uma bicicleta de dez marchas, com engrenagens que nunca usamos”, ou “A vida é um jogo de cartas: você tem de jogar com o que lhe deram”.

Se eu perguntasse como você imagina a vida, qual figura lhe viria à mente? Tal imagem é a sua metáfora de vida. É a visão da vida que você tem, consciente ou inconscientemente. É a sua descrição de como funciona a vida e o que você espera dela. As pessoas fre- qüentemente expressam suas metáforas de vida através de roupas, jóias, carros, penteados, adesivos e até mesmo tatuagens.

Sua velada metáfora de vida influencia sua vida mais do que você percebe. Ela determina suas esperanças, valores, relacionamentos, metas e prioridades. Por exemplo: se você pensa que a vida é uma festa, seu principal valor é divertir-se. Se você vê a vida como uma corrida, certamente valorizará a velocidade e provavelmente estará apressado a maior parte do tempo. Se você vê a vida como uma maratona, valorizará a resistência. Se você vê a vida como uma batalha, ou um jogo, vencer será muito importante para você.

Qual a sua visão da vida? Você pode estar baseando sua vida em uma metáfora falha. Para cumprir os propósitos que Deus lhe deu, você terá de contestar o pensamento convencional e substituí-lo pelas metáforas bíblicas da vida. A Bíblia diz: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus…

A Bíblia oferece três metáforas que nos ensinam a visão que Deus tem da vida: a vida é um teste, a vida é uma incumbência de confiança e a vida é uma atribuição temporária. Essas idéias são os fundamentos da vida dirigida por propósitos. Estudaremos os dois primeiros neste capítulo e o terceiro no próximo.

A vida na terra é um teste. Essa metáfora de vida é vista em histórias ao longo de toda a Bíblia. Deus continuamente testa as pessoas quanto ao caráter, fé, obediência, amor, honestidade e lealdade. Palavras como “provações”, “tentações”, “refinar” e “testar” ocorrem mais de duzentas vezes na Bíblia. Deus provou Abraão ao pedir-lhe que oferecesse seu filho Isaque. Deus provou Jacó, quando ele teve de trabalhar outros tantos anos para obter Raquel como esposa.

Adão e Eva foram reprovados no teste do jardim do Éden, e Davi o foi em testes dados por Deus em diversas ocasiões. Mas a Bíblia também nos dá muitos exemplos de pessoas que passaram em grandes testes, tais como José, Rute, Ester e Daniel.

Os testes tanto desenvolvem quanto manifestam o caráter de alguém, e toda a vida é um teste. Você está sempre sendo testado. Deus constantemente observa sua reação às pessoas, problemas, sucesso, conflitos, enfermidades, decepções e até mesmo em relação ao clima! Ele até observa a mais simples ação, como quando você abre uma porta para alguém, pega o lixo que foi largado no chão ou quando é educado com um balconista ou uma garçonete.

Não conhecemos todos os testes que Deus vai aplicar, mas podemos prever alguns deles, baseados na Bíblia. Você será testado por grandes mudanças, promessas retardadas, problemas impossíveis, orações não respondidas, críticas imerecidas e até mesmo tragédias sem sentido. Em minha vida, percebo que Deus testa minha fé por meio de problemas, minha esperança, pelo modo como lido com minhas posses e meu amor, por meio das pessoas.

Um teste muito importante é verificar qual a sua atitude quando você não consegue sentir a presença de Deus em sua vida. Às vezes Deus se retira intencionalmente, e não sentimos mais sua proximi- dade. Um rei chamado Ezequias experimentou esse tes- te. A Bíblia diz: Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração. Ezequias desfrutava da companhia íntima de Deus, mas em um momento crucial de sua vida Deus deixou-o só para testar o seu caráter, revelar uma fraqueza e prepará-lo para uma responsabilidade maior.

Uma vez que tenha compreendido que a vida é um teste, você percebe que nada é insignificante na vida. Mesmo o menor incidente é relevante para o desenvolvimento de seu caráter. Cada dia é importante, e cada segundo é uma oportunidade de crescimento para aprofundar o caráter e demonstrar amor ou dependência de Deus. Alguns testes parecem esmagadores, enquanto outros você nem percebe. Mas todos têm implicações eternas.

A boa notícia é que Deus quer que você passe nos testes da vida, então ele jamais permitirá que você enfrente testes maiores que a graça que ele lhe concede para lidar com eles. A Bíblia diz: … mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar?

Toda vez que você passa em um teste, Deus toma conhecimento e faz planos para recompensá-lo na eternidade. Tiago diz: Felizes são aqueles que perseveram quando são testados. Depois de serem aprovados, eles receberão a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam.

A vida na terra é uma incumbência de confiança. Essa é a segunda metáfora bíblica da vida. Nosso tempo sobre a terra, nossa energia, inteligência, oportunidades, relacionamento e recursos são dádivas que Deus nos confiou para cuidarmos e administramos. Somos mordomos de tudo quanto Deus nos dá. Esse conceito de mordomia começa com o reconhecimento de que Deus é o dono de tudo e de todos na terra. A Bíblia diz: Ao SENHOR Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nela vivem são dele.

Nós nunca realmente possuímos qualquer coisa durante nosso breve período na terra. Deus apenas nos empresta a terra enquanto estamos aqui. Ela já era propriedade de Deus antes que você chegasse, e Deus irá emprestá-la a outra pessoa depois que você morrer. Tudo que você pode fazer é desfrutá-la por algum tempo.

Quando Deus criou Adão e Eva, confiou a eles os cuidados de sua criação e os nomeou administradores de sua propriedade. A Bíblia diz: … e os abençoou, dizendo: — Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão.

O primeiro serviço que Deus deu aos humanos foi administrar e cuidar das “coisas” dele sobre a terra.

Dessa função o homem jamais foi exonerado. E é parte de nosso propósito atualmente. Tudo de que nós desfrutamos deve ser tratado como uma incumbência de confiança que Deus nos pôs nas mãos. A Bíblia diz: Vocês têm alguma coisa que não tenha sido dada por Deus? E se tudo o que vocês têm vem de Deus, por que vocês se vangloriam como se tivessem realizado alguma coisa por si próprios?

Anos atrás, um casal deixou que eu e minha esposa nas férias usássemos sua bela casa de frente para a praia no Havaí. Era uma experiência com a qual nunca poderíamos arcar, e aproveitamos muitíssimo. Foi- nos dito: “Usem-na como se lhes pertencesse”, então foi isso que fizemos! Nós nadamos na piscina, comemos a comida da geladeira, usamos as toalhas de banho e os pratos e até nos divertimos pulando nas camas! Mas sabíamos durante todo o tempo que a casa não era realmente nossa. Então tomamos um cuidado especial com tudo. Aproveitamos os benefícios de a utilizarmos sem sermos proprietários dela.

Nossos valores culturais dizem: “Se você não é o dono, não terá cuidado”. Mas os cristãos vivem por um padrão mais elevado: “Visto que Deus é o dono, devo cuidar da melhor forma possível”. A Bíblia diz: Os que recebem em confiança algo de valor devem demonstrar que são dignos de tal confiança. Jesus freqüentemente se referia à vida como uma incumbência de confiança, e contou muitas histórias para ilustrar essa responsabilidade perante Deus. Na parábola dos talentos, um homem de negócios confiou sua riqueza ao cuidado dos servos enquanto estava fora. Quando retornou, avaliou a responsabilidade de cada servo e recompensou a cada um conformemente. O dono diz: Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!

Ao fim de sua vida sobre a terra, você será avaliado e recompensado conforme seu desempenho ao lidar com o que Deus lhe confiou. Isso significa que tudo que você faz, mesmo uma simples tarefa diária, tem implicações eternas. Se você trata tudo como incumbência de confiança, Deus promete três recompensas na eternidade. Primeiro: você receberá o reconhecimento de Deus. Ele dirá: “Muito bem! Bom trabalho!”. Depois, você receberá uma promoção e uma responsabilidade maior na eternidade: “Eu o porei a cargo de muitas coisas”. Então você será honrado em uma comemoração: “Venha e participe da alegria de seu senhor”.

A maioria das pessoas não consegue perceber que o dinheiro é tanto um teste quanto uma incumbência de confiança dada por Deus. Deus usa a área financeira para nos ensinar a confiar nele. E, para muitas pessoas, o dinheiro é o maior de todos os testes. Deus observa a forma em que usamos o dinheiro para testar quão confiáveis somos. A Bíblia diz: Se vocês forem indignos de confiança em relação às riquezas deste mundo, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas celestiais?

Essa é uma verdade muito importante. Deus diz que há um relacionamento direto entre a forma de eu utilizar meu dinheiro e a qualidade de minha vida espiritual. O modo de eu administrar meu dinheiro (“riquezas deste mundo”) determina quanto Deus pode confiar em mim com as bênçãos espirituais (“verdadeiras riquezas”). Deixe-me perguntar: “A forma de você administrar o seu dinheiro está impedindo Deus de fazer mais em sua vida? Você pode ser incumbido de riquezas espirituais?”.

Jesus disse: A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido. A vida é um teste e uma incumbência de confiança, e quanto mais Deus lhe dá, mais responsável ele espera que você seja.

tempo de refletir-box5

Tempo de refletir - cap 4

Criado para ser eterno

Deus tem […] plantado a eternidade no coração humano.
Eclesiastes 3.11; NLT

Deus certamente não teria criado um ser como o homem para existir somente por um dia! Não, não… o homem foi feito para a imortalidade.
Abraham Lincoln

Esta vida não é tudo o que há.

A vida é apenas um ensaio geral, antes da verdadeira produção. Você passará muito mais tempo do outro lado da morte — na eternidade — do que aqui. A terra é um lugar de preparação, a pré-escola, o vestibular para sua vida na eternidade. É o treinamento coletivo que ocorre antes do jogo; a volta de aquecimento antes do início da corrida. Esta vida é uma preparação para a próxima.

Você viverá no máximo cem anos sobre a terra, mas para sempre na eternidade. O seu tempo na terra é, como disse Thomas Browne, “apenas um parêntese na eternidade”. Você foi feito para ser eterno.

A Bíblia diz que Deus tem […] plantado a eternidade no coração humano.1 Você tem o impulso inato de ansiar pela imortalidade. Isso ocorre porque Deus o projetou à sua imagem, para viver eternamente. Embora saibamos que com o tempo todos morreremos, a morte sempre parece anormal e injusta. A razão pela qual sentimos que deveríamos viver para sempre é que Deus condicionou nossa mente com esse desejo!

Um dia, o nosso coração parará de bater. Então será o fim de seu corpo e de seu tempo na terra; mas não será o fim. Seu corpo terreno é apenas uma residência temporária de seu espírito. A Bíblia chama o nosso corpo terreno de “temporária habitação”, mas se refere ao nosso futuro corpo como uma “casa”. A Bíblia diz: De fato, nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na terra, Deus nos dará, para morarmos nela, uma casa no céu. Essa casa não foi feita por mãos humanas; foi Deus quem a fez, e ela durará para sempre.

Se a vida na terra oferece muitas opções, a eternidade nos oferece apenas duas: céu ou inferno. Seu relacionamento com Deus na terra, determinará seu relacionamento com Deus na eternidade. Se aprender a amar Jesus, o Filho de Deus, e confiar nele, você será convidado a passar o resto da eternidade com ele. Entretanto, se desprezar o amor, o perdão e a salvação que ele oferece, você passará a eternidade separado de Deus.

C. S. Lewis disse: “Existem dois tipos de pessoas: as que dizem a Deus ‘Seja feita a sua vontade’ e aqueles a quem Deus diz ‘Então tudo bem, faça do seu jeito’“. Tragicamente, muitas pessoas terão de suportar a eternidade sem Deus, pois escolheram viver sem ele aqui na terra.

Quando você compreender plenamente que há mais na vida que apenas o aqui-e-agora e perceber que a vida é apenas uma preparação para a eternidade, você começará a viver de forma diferente. Você começará a viver à luz da eternidade, e isso lhe dará nova perspectiva de como lidar com cada relacionamento, tarefa ou circunstancia.

Subitamente, muitas atividades, metas e até mesmo problemas que pareciam importantes se mostrarão banais, insignificantes e indignos de sua atenção. Quanto mais próximo você viver de Deus, menor todo o resto parecerá.

Quando você vive à luz da eternidade, seus valores mudam. Você utiliza mais sabiamente seu dinheiro e seu tempo. Você passa a dar maior valor a sua personalidade e a seus relacionamentos, em vez de valorizar fama, riqueza, realizações ou mesmo prazeres. Suas prioridades são reorganizadas. Manter-se em dia com as tendências, modas e valores populares já não é tão importante. Paulo disse: Antigamente eu pensava que todas essas coisas eram muito importantes, mas agora eu as considero sem valor algum por causa do que Cristo fez?

Se o seu tempo sobre a terra fosse todo voltado para sua vida, eu sugeriria que começasse a vivê-la imediatamente. Você poderia deixar de ser bom ou ético e não teria de se preocupar com as conseqüências de suas ações. Você poderia dedicar-se a si próprio de modo totalmente egocêntrico, porque suas ações não teriam conseqüências de longo prazo. Mas — e isso faz toda a diferença — a morte não é o fim para você! A morte não é o fim, mas a transição para a eternidade. Por isso, existem conseqüências eternas para tudo aquilo que você faz na terra. Cada ato de nossa vida toca um acorde que soará na eternidade.

O aspecto mais prejudicial da vida contemporânea é o raciocínio em curto prazo. Para tirar o máximo da vida, você deve manter sempre em sua mente a visão da eternidade e em seu coração, o valor que ela representa. Há muito mais na vida que apenas o aqui-e-agora! O que vemos hoje é apenas a ponta do iceberg. A eternidade é todo o resto que você não vê sob a superfície.

Como será a eternidade com Deus? Com toda a franqueza, nosso cérebro não é capaz de compreender a maravilha e a grandeza do céu Seria como tentar descrever a Internet para uma formiga. É inútil. Não foram inventadas palavras que pudessem transmitir a experiência da eternidade. A Bíblia diz: Este é o significado das Escrituras que dizem que nenhum mero homem jamais viu, ouviu, nem mesmo imaginou, que coisas maravilhosas Deus preparou para aqueles que amam ao Senhor.

Entretanto, Deus nos dá vislumbres da eternidade em sua Palavra. Nós sabemos que, neste exato momento, Deus está preparando um lar eterno para nós. No céu, seremos reunidos com os crentes amados, libertos de toda dor e sofrimento, recompensados por nossa fidelidade na terra e designados para um trabalho que apreciaremos realizar. Nós não ficaremos recostados nas nuvens, com auréolas e tocando harpa! Desfrutaremos da contínua companhia de Deus, e ele se deleitará conosco para todo o sempre. Um dia Jesus dirá: Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo.

C. S. Lewis captou o conceito de eternidade na última página de As crônicas de Nárnia, sua série de histórias infantis publicadas num só volume: “Para nós, este é o fim de todas as histórias […] mas para eles foi apenas o início da história real. Toda a vida que tiveram neste mundo […] foram apenas a capa e a primeira página. Agora, eles ao menos estavam começando o Primeiro Capítulo da Grande História, que ninguém no mundo jamais leu e a qual prossegue eternamente, cada capítulo melhor que o anterior”.

Deus tem um propósito para sua vida na terra, mas ele não termina aqui. O plano envolve muito mais do que as poucas décadas que você passará neste planeta. É mais do que “a oportunidade de toda uma vida”; Deus lhe oferece uma oportunidade para além de toda uma vida. A Bíblia diz: Mas o que o SENHOR planeja dura para sempre, as suas decisões permanecem eternamente.

O único momento em que as pessoas pensam a respeito da eternidade é nos enterros, e mesmo nessas ocasiões são pensamentos freqüentemente sentimentais e superficiais, baseados na ignorância. Você pode sentir que é mórbido pensar a respeito da morte, mas na verdade não é saudável viver negando-a, sem a considerar inevitável.

Somente um tolo passaria pela vida despreparado para o que todos sabemos que acabará acontecendo. Você deve pensar mais a respeito da eternidade, e não menos.

Assim como os nove meses que você passou no útero de sua mãe não tinham um fim em si, mas eram uma preparação para a vida, também a vida é uma preparação para o que vem a seguir. Se você possui um relacionamento com Deus por meio de Jesus, não é preciso temer a morte. Ela é a porta para a eternidade. Será o último momento de seu tempo na terra, mas não será o fim. Em vez de ser o fim de sua vida, será o seu nascimento na vida eterna. A Bíblia diz: Porque este mundo não é nossa pátria; nós estamos aguardando a nossa pátria eterna no céu.

Em comparação com a eternidade, nosso tempo na terra não passa de um piscar de olhos, mas as conseqüências durarão para sempre. Os atos desta vida definem o destino na próxima. Deveríamos compreender que cada instante que gastamos neste corpo terreno é tempo gasto longe de nosso lar eterno, no céu com Jesus.10 Há alguns anos, uma frase popular encorajava as pessoas a viver cada dia, como “o primeiro dia do resto de sua vida”. Na verdade, seria mais sábio viver cada dia como se fosse o último de sua vida. Matthew Henry disse: “É necessário que o assunto de cada dia seja preparar-se para o nosso último dia”.

Tempo de refletir - cap 3

O QUE DIRIGE SUA VIDA?

Percebi que o que faz os homens correrem atrás do sucesso é a inveja!
Eclesiastes 4.4

O homem sem propósitos é como um barco sem leme — um vira-lata, um nada, um ninguém. Thomas Carlyle

Todo e qualquer indivíduo tem sua vida dirigida por algo.

A maioria dos dicionários define a palavra “dirigir” como “guiar, controlar, direcionar”. Se você está dirigindo um carro, um prego ou uma bola de golfe, estará naquele momento guiando, controlando e direcionando. Qual a força que dirige sua vida?

Neste exato momento, você pode estar sendo dirigido por um problema, por pressão ou por um prazo limitado. Você pode estar sendo dirigido por uma lembrança dolorosa, um temor pungente ou uma crença inconsciente. Existem centenas de circunstâncias, valores e emoções que podem dirigir sua vida. Eis aqui cinco dos mais comuns.

Muitos são dirigidos pela culpa. Tais pessoas passam a vida inteira fugindo do remorso e ocultando sua vergonha. Pessoas dirigidas pela culpa são manipuladas por suas lembranças. Elas permitem que seu passado controle seu futuro. Elas freqüentemente culpam a si mesmas por sabotarem o próprio sucesso. Quando Caim pecou, sua culpa o fez cair da presença de Deus, e Deus disse: Você será um fugitivo errante pelo mundo.Isso descreve a maioria das pessoas hoje em dia — perambulando pela vida, sem propósito.

Somos produto de nosso passado, mas não temos de ser prisioneiros dele. O propósito de Deus não é restringido pelo seu passado. Ele tornou um assassino chamado Moisés em um líder, e um covarde chamado Gideão em um corajoso herói. Ele também pode fazer coisas maravilhosas com o resto de sua vida. Deus é especialista em dar às pessoas um novo começo. A Bíblia diz: Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos! Muitos são dirigidos pelo rancor e pela raiva.

Eles se apegam a mágoas, sem jamais superá-las. Em vez de aliviarem sua dor através do perdão, revivem-na de contínuo em sua mente. Algumas pessoas dirigidas pelo rancor “se fecham” e interiorizam sua raiva, enquanto outras “explodem” sobre os outros. Ambas as reações são perniciosas e não trazem nenhum benefício.

O rancor sempre machuca mais a você que a pessoa que trouxe tal indignação. Enquanto aquele que o ofendeu provavelmente esqueceu o insulto e seguiu com sua vida, você continua angustiado em sua dor, perpetuando o passado.

Ouça: os que o magoaram no passado não podem continuar a magoá-lo, a menos que você se agarre à dor através do rancor. O que passou, passou! Nada poderá mudar o passado. Você apenas machuca a si mesmo com sua amargura. Para seu próprio bem, aprenda com o passado e então afaste-se dele. A Bíblia diz: Ficar desgostoso e amargurado é loucura, é falta de juízo, que leva à morte?

Muitos são dirigidos pelo medo. Seus temores são provavelmente o resultado de experiências traumáticas e de expectativas ilusórias, do crescimento em um lar extremamente severo ou mesmo de predisposição genética. Independentemente do que tenha causado tal situação, pessoas dirigidas pelo medo com freqüência perdem grandes oportunidades por terem medo de correr riscos. Em vez disso, elas se comportam de maneira cautelosa, evitando riscos e tentando manter a situação vigente.

O medo é a auto-imposição de um cárcere, que o impedirá de se tornar o que Deus pretende que você seja. Você tem de agir contra isso, com as armas da fé e do amor. A Bíblia diz: No amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.

Muitos são dirigidos pelo materialismo. Seu desejo de adquirir se torna o único objetivo na vida. O impulso de sempre querer mais baseia-se no conceito errôneo de que ter mais me tornará mais feliz, mais importante e mais protegido. Mas os três pensamentos são falsos. Posses somente trazem felicidade temporária. Uma vez que as coisas não se modificam, acabamos nos entediando e então passamos a desejar modelos mais novos, maiores e melhores.

Também é um mito a concepção de que, quanto mais possuir, mais importante serei. Auto-estima e patrimônio não são a mesma coisa. Seu valor não é determinado pelas suas posses, e Deus deixa claro que as coisas mais valiosas da vida não são os bens!

O mito mais freqüente a respeito do dinheiro é o que diz que, quanto mais dinheiro se tem, mais protegido se está. Isso não é verdade. Riquezas podem ser perdidas em um piscar de olhos, em virtude de uma enorme quantidade de fatores incontroláveis. A verdadeira proteção só pode ser achada naquilo que nunca poderão tomar de você — seu relacionamento com Deus.

Muitos são dirigidos pela necessidade de aprovação. Eles permitem que as expectativas dos pais, esposas, filhos, professores ou amigos controlem sua vida. Muitos adultos ainda tentam ganhar a aprovação de pais que nunca estão satisfeitos. Outros são dirigidos pela pressão social, sempre preocupados com o que os outros poderiam pensar. Infelizmente, os que seguem a multidão acabam normalmente perdidos nela. Não conheço todas as chaves do sucesso, mas uma chave para o fracasso é tentar agradar a todos. Ser controlado pelas opiniões dos outros é uma forma segura de deixar de lado os propósitos de Deus para sua vida. Jesus disse: Ninguém pode servir a dois senhores.

Existem outras influências que podem dirigir sua vida, mas todas levam ao mesmo impasse: potencial não-aproveitado, estresse desnecessário e uma vida não- realizada.

Esta jornada de quarenta dias mostrará como ter uma vida dirigida por propósitos — uma vida guiada, controlada e direcionada pelos propósitos de Deus. Nada é mais importante do que conhecer os propósitos de Deus para sua vida, e nada pode compensar o prejuízo de não conhecê-los: nem o sucesso, nem as riquezas,

nem a fama, nem os prazeres. Sem um propósito, a vida é um movimento sem sentido, uma atividade sem direção e acontecimentos sem motivo. Sem um propósito, a vida é trivial, mesquinha e inútil.

AS VANTAGENS DE UMA VIDA DIRIGIDA POR PROPÓSITOS

Existem cinco grandes vantagens em se levar uma vida dirigida por propósitos:

Conhecer o propósito de sua vida faz que ela tenha sentido. Fomos feitos para ser importantes. É por isso que as pessoas usam métodos questionáveis, como astrologia e psicologia, para descobrir isso. Quando a vida faz sentido, você pode suportar quase tudo; sem isso, tudo é insuportável.

Um jovem na casa dos vinte anos escreveu: “Sinto- me um fracassado, pois luto para me tornar algo e nem ao menos sei o quê. Tudo o que sei fazer é sobreviver. Algum dia, se eu descobrir o meu desígnio, sentirei que estou começando a viver”.

Sem Deus, a vida não tem nenhum propósito, e sem um propósito a vida não tem significado. Sem um significado, a vida não tem relevância ou esperança. Na Bíblia, diversas pessoas expressaram sua falta de esperança. Isaías queixou-se: Tenho me afadigado sem qualquer propósito; tenho gastado minha força em vão e para nada. Jó disse: Meus dias são vazios e sem esperança e Detesto a vida; não quero mais viver. Deixa- me em paz, pois a minha vida não vale nada.  A maior de todas as desgraças não é a morte, mas uma vida sem propósitos.

A esperança é tão essencial para sua vida como o ar e a água. É preciso esperança para vencer.
Dr. Bernie Siegel descobriu que podia prever qual de seus pacientes com câncer apresentariam melhoras, ao perguntar: “Você quer viver até os cem anos de idade?”. Os que tinham profunda noção do propósito de sua vida respondiam sim, e eram aqueles com maiores probabilidades de sobrevivência. A esperança é gerada quando se tem propósitos.

Se você tem se sentido sem esperança, não desista! Coisas maravilhosas acontecerão em sua vida quando você começar a viver com propósitos. Deus diz: Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o SENHOR, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Você pode ter a sensação de estar enfrentando uma situação impossível, mas a Bíblia diz: … pelo seu grandioso poder operando em nós [Deus] é capaz de fazer muito mais do que nós jamais ousaríamos pedir ou mesmo imaginar, infinitamente além de nossas mais sublimes orações, anseios, pensamentos ou esperanças.

Conhecer seu propósito simplifica a vida. Ele define o que você faz e o que você não faz. O propósito se torna o padrão pelo qual você avalia quais ações são essenciais e quais não são. Você simplesmente pergunta: “Esse ato me ajuda a cumprir o propósito de Deus para minha vida?”.

Sem um propósito claro, ficamos sem alicerce sobre o qual fundamentar decisões, destinar o tempo e empregar os recursos. A tendência será tomar decisões com base nas circunstâncias, nas pressões do momento e no humor do dia. Quem não conhece seu propósito tenta realizar além do que deve — e isso causa estresse e fadiga, gerando conflitos.

É impossível fazer tudo o que as pessoas querem que você faça. O seu tempo só é suficiente para fazer a vontade de Deus. Se você não consegue realizá-la por completo, significa que você está tentando fazer mais do que Deus pretendia que você fizesse (ou, possivelmente, você está assistindo muito a televisão). Uma vida dirigida por propósito leva a um estilo de vida mais simples e a uma agenda mais equilibrada.
A Bíblia diz: A vida vistosa e arrogante é vida vazia; a vida simples e comum é vida plena. Isso também leva à paz de espírito: Tu, ó SENHOR, dás paz e prosperidade às pessoas que têm uma fé firme, às pessoas que confiam em ti.

Conhecer seu propósito direciona sua vida. Isso faz que seus esforços e energias se concentrem no que é importante. Você se torna eficiente ao ser seletivo.

Faz parte da natureza humana distrair-se com assuntos de menor importância. Fazemos de nossa vida um jogo qualquer de passatempo. Henry David Thoreau observou que as pessoas vivem em um “desespero silencioso”, mas hoje uma melhor descrição seria “distração sem objetivos”. Muitas pessoas são como giroscópios, girando em um ritmo frenético sem jamais chegar a lugar algum.

Sem um propósito definido, você continuará a alterar seus rumos, empregos, relacionamentos, igreja e outras circunstâncias externas — na esperança de que cada mudança solucione a confusão ou preencha o vazio em seu coração. Você pensa: “Talvez seja diferente desta vez”, mas isso não resolve o verdadeiro problema — uma falta de foco e de propósito.

A Bíblia diz: Não viva descuidadamente, impensadamente. Certifique-se de que você compreende o que o Mestre quer.

A capacidade de focalização pode ser verificada na luz. A luz difusa tem impacto e energia reduzidos, mas você pode concentrá-la ao focalizá-la. Com uma lente de aumento, os raios do sol podem ser direcionados, a fim de atear fogo à grama ou a um pedaço de papel. Quando a luz é ainda mais concentrada, como em um raio laser, ela pode cortar o aço.

Não há nada tão potente como uma vida direcionada, que é vivida com um propósito. Os homens e mulheres que mais influenciaram a história foram os mais concentrados numa direção. O apóstolo Paulo, por exemplo, difundiu o cristianismo no Império Romano praticamente sozinho. Seu segredo era uma vida direcionada. Ele disse: Eu estou concentrando minhas energias unicamente nisto: esquecer o que já passou e avançar para o que está a minha frente.

Se você quer que sua vida tenha impacto, focalize-a! Deixe de ser inconstante. Pare de tentar fazer de tudo. Faça menos. Corte até mesmo as boas atividades e faça somente o que for mais importante. Nunca confunda atividade com produtividade. Você pode estar ocupado sem ter um propósito, mas para quê? Paulo disse: Aqueles de nós que almejam tudo o que Deus tem para nós fiquem concentrados nesse alvo.

Conhecer seu propósito estimula a sua vida. O propósito sempre produz entusiasmo. Nada traz mais vigor que um propósito claro. No entanto, a paixão se esvai quando falta um propósito. Até mesmo levantar-se da cama se torna um fardo. É normalmente o trabalho sem sentido, e não o excesso de trabalho, que nos esgota, solapa nossas forças e rouba o nosso prazer.

George Bernard Shaw escreveu: “Esta é a verdadeira alegria da vida: ser usado por um propósito reconhecido por você mesmo como digno. Ser uma força da natureza, em vez de um exaltado e egoísta amontoado de ressentimentos e frustrações, sempre reclamando que o mundo não se devota a torná-lo feliz”.

Conhecer seu propósito o prepara para a eternidade. Muitas pessoas passam a vida tentando criar um legado a ser deixado sobre a terra. Elas querem ser lembradas quando partirem. Entretanto, o que em última análise mais importa não é o que os outros dizem sobre sua vida, mas o que Deus diz. O que as pessoas não percebem é que todas as realizações acabam sendo superadas; recordes são quebrados, reputações desvanecem e homenagens são esquecidas. Na facul- dade, a meta de James Dobson era ser o campeão de tênis da instituição. Ele sentiu-se orgulhoso quando seu troféu foi posto em um local de destaque na sala de troféus da faculdade. Anos mais tarde, alguém enviou- lhe o troféu pelo correio. Eles o haviam achado em uma lata de lixo quando a escola foi reformada. James disse: No devido tempo, todos os seus troféus serão jogados no lixo por alguém!

Viver para criar um legado na terra é um objetivo tacanho. Uma utilização mais sábia do tempo é construir um legado eterno. Você não foi posto na terra para ser lembrado. Você foi posto aqui para se preparar para a eternidade.

Chegará o dia em que você estará diante de Deus, e ele fará uma auditoria em sua vida; um exame final, antes que você entre na eternidade. A Bíblia diz: Lembrem-se: cada um de nós estará pessoalmente diante de Deus para ser julgado por ele […] Sim, cada um de nós terá que prestar contas de si mesmo a Deus. Felizmente, Deus quer que passemos nesse teste, por isso ele nos passou as perguntas antecipadamente. A partir da Bíblia, podemos supor que Deus nos fará duas perguntas fundamentais:

Primeira: O que você fez com meu Filho, Jesus Cristo? Deus não irá perguntar sobre seus antecedentes religiosos ou visões doutrinárias. O único ponto importante será: “Você aceitou o que Jesus fez por você, aprendeu a amá-lo e a confiar nele?”.
Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.

Segunda: O que você fez com o que eu me dei? O que você fez com sua vida — todas as dádivas, talentos, oportunidades, energia, relacionamentos e recursos que Deus lhe deu? Você os gastou consigo mesmo ou os utilizou para os propósitos que Deus lhe deu?

Prepará-lo para essas duas perguntas é o objetivo deste livro. A primeira vai determinar onde você passará a eternidade. A segunda determinará o que você fará na eternidade. Ao terminar este livro, você estará pronto para responder a essas duas perguntas.

tempo de refletir-box 3

Tempo de refletir - cap 2

“Você não é um acidente”
Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer.
Isaías 44.2; CEV

“Deus não joga dados. ”
Albert Einstein

Seu nascimento não foi um erro ou um infortúnio, e sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava.

Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência. Você está vivo porque Deus quis criá-lo! A Bíblia diz: O SENHOR cumprirá o seu propósito para comigo!

Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalidade. A Bíblia diz: Tu me conheces por dentro e por fora, conheces cada osso do meu corpo; conheces exatamente como fui formado, parte por parte, como fui esculpido e vim a existir.

Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A Bíblia diz: Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!

Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: De um só fez ele todos os povos […] tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.4 Nada em sua vida é casual — tudo foi feito em função de um propósito.

E o mais incrível: Deus decidiu como você nasceria. Independentemente das circunstâncias de seu nascimento e de quem são seu pais, Deus tinha um plano ao criá-lo. Não importa se seus pais foram bons, ruins ou indiferentes. Deus sabia que esses dois indivíduos possuíam a constituição genética específica para criar você em especial, exatamente como ele tinha em mente. Eles tinham o DNA que Deus queria para formá-lo.

Embora existam pais ilegítimos, não existem filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados pelos pais, mas não são um imprevisto para Deus.
O propósito de Deus levou em conta o erro humano e até mesmo o pecado.

Deus nunca faz nada por acaso, e ele nunca comete erros. Ele tem um motivo para tudo que criou. Todas as plantas e animais foram planejados por Deus, e cada pessoa foi idealizada com um propósito. O motivo para Deus tê-lo criado foi o amor que ele tem. A Bíblia diz: Muito antes de estabelecer as fundações da terra, Deus já nos tinha em mente, tendo nos escolhido como foco de seu amor.

Deus já pensava em você antes de formar o mundo. Na verdade, você foi o motivo de Deus ter criado o mundo! Deus projetou o meio ambiente deste planeta para que pudéssemos viver nele. Nós somos o foco de seu amor e o elemento de maior valor em toda a sua criação. A Bíblia diz: Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou.6 Eis quanto Deus o ama e valoriza!

Deus não age de forma aleatória; ele planejou tudo de forma extremamente precisa. Quanto mais os físicos, biólogos e outros cientistas aprendem sobre o universo, mais compreendemos quanto ele é adequado à nossa existência — feito sob medida com as exatas especificações que tornam a vida humana possível.

O Dr. Michael Denton, experiente pesquisador da genética humana da Universidade de Otago, Nova Zelândia, concluiu: “Todas as evidências disponíveis nas ciências biológicas, apóiam a teoria básica […] de que o universo como um todo foi especialmente criado tendo a vida e a humanidade como principal objetivo e propósito; um conjunto no qual todas as facetas da realidade têm seu significado e explicação nesse fato fundamental”.7 A Bíblia disse a mesma coisa milhares de anos atrás: Ele é Deus; que moldou a terra e a fez, ele fundou-a; não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada.

Por que Deus fez tudo isso? Por que enfrentou todo o incômodo de criar um universo para nós? Porque ele é um Deus de amor. Esse tipo de amor é difícil de compreender, mas é essencialmente confiável. Você foi criado para ser um alvo especial do amor de Deus! Deus o fez para poder amá-lo. Essa é uma verdade sobre a qual você precisa edificar sua vida.

A Bíblia nos diz que Deus é amor.9 Ela não diz que Deus tem amor. Ele é amor! Amor é a essência do caráter de Deus. Há um perfeito amor na irmandade da Trindade, então Deus não precisou criá-lo. Ele não estava só. Mas quis fazê-lo para expressar o seu amor. Deus diz: Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e os levarei; eu os sustentarei e os salvarei.

Se não houvesse um Deus, seríamos todos “acidentes”, o resultado de um fato extraordinariamente aleatório no universo. Você poderia parar de ler este livro, pois a vida não teria nenhum propósito, significado ou importância. Não haveria certo e errado, bem como nenhuma esperança além de seus breves anos aqui na terra.

Mas há um Deus que o fez por uma razão, e sua vida tem um profundo significado! Descobrimos esse significado e propósito somente quando tomamos a Deus como ponto de referência de nossa vida. Romanos 12.3, na paráfrase The message [A mensagem], diz: A única forma precisa de compreendermos a nós mesmos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós.

Este poema de Russell Kelfer resume isso:

Você é quem é por uma razão.
Você faz parte de um plano complexo.
Você é uma criação original, preciosa e perfeita, denominada como notável homem ou mulher de Deus. Você tem essa aparência por uma razão.
Nosso Deus não cometeu nenhum erro.
Ele o teceu no útero, você é exatamente o que ele quis fazer.
Os pais que você teve foram escolhidos por ele,e, a despeito de seus sentimentos, eles foram feitos sob medida para os planos que Deus tem em mente, e estão aprovados pelo Senhor.
Não, aquele trauma que você enfrentou não foi fácil.
E Deus chorou por aquilo o ter machucado tanto; mas foi permitido para moldar seu coração para que você crescesse à sua imagem
Você é quem é por uma razão.
Você vem sendo moldado pela vara do Senhor.
Você é quem é, amado, porque há um Deus!

tempo de refletir-box

Tempo de refletir - cap 1

A partir de hoje, todo sábado quero compartilhar um momento de reflexão.
E para começar, vou dividir com vocês as palavras inspiradoras de Rick Warren.
Vão ser 40 semanas que você poderá refletir que não esta neste mundo por acaso.
Boa leitura!

     

        Tudo Começa com Deus

Pois tudo, absolutamente tudo, nos céus e na terra, visível e invisível […] todas as coisas começaram nele e nele encontram seu propósito. Colossenses 1.16; Msg

A menos que se admita a existência de Deus, a questão que se refere ao propósito para a vida não tem sentido. Bertrand Russell, ateu

A questão não é você.

O propósito de sua vida é muito maior que sua realização pessoal, sua paz de espírito ou mesmo sua felicidade. É muito maior que sua família, sua carreira ou mesmo seus mais ambiciosos sonhos e aspirações. Se você quiser saber por que foi colocado neste planeta, deverá começar por Deus. Você nasceu de acordo com os propósitos dele e para cumprir os propósitos dele.

A procura pelo propósito (sentido) da vida tem intrigado as pessoas por milhares de anos. Isso porque normalmente começamos pelo lado errado — nós mesmos. Nós fazemos perguntas voltadas para a nossa pessoa, como: “O que eu quero ser? O que eu deveria fazer com a minha vida? Quais são meus objetivos, minhas ambições e meus sonhos para o futuro?”. Mas concentrarmo-nos em nós mesmos jamais desvendará o propósito de nossa vida. A Bíblia diz: A vida de todas as criaturas está na mão de Deus; é ele quem mantém todas as pessoas com vida.

Ao contrário do que dizem muitos livros famosos, filmes e seminários, você não irá descobrir o significado de sua vida olhando dentro de si mesmo. É provável que você já tenha tentado isso. Você não criou a si mesmo, logo não há jeito de dizer a si mesmo para que foi criado! Se eu lhe entregar uma invenção desconhecida, você não terá como saber sua serventia nem a própria invenção terá a capacidade de lhe dizer. Somente o criador ou o manual do fabricante poderá mostrar sua utilidade.

Certa vez, perdi-me nas montanhas. Quando parei para perguntar como chegar ao acampamento, disseram-me: “Não há como você chegar saindo diretamente daqui. Você deve ir para o outro lado da montanha”! Da mesma forma, você não pode chegar ao propósito da sua vida concentrando-se em si mesmo. Você deve começar com Deus, seu Criador. Você só existe porque Deus deseja que você exista. Você foi feito por Deus e para Deus — e, enquanto não compreender isso, a vida jamais terá sentido. É somente em Deus que descobrimos nossa origem, nossa identidade, o que significamos, nosso propósito, nossa importância e nosso destino. Todos os outros caminhos levam a um beco sem saída.

Muitas pessoas tentam usar Deus para sua auto- realização, mas isso é contrário à natureza e está fadado ao fracasso. Você foi feito por Deus, e não o contrário; viver é deixar Deus usá-lo para seus propósitos, e não você usar a Deus para o que deseja. A Bíblia diz: A obsessão consigo mesmo nesses assuntos leva a uma situação sem solução; a atenção para com Deus nos leva a uma vida livre e abundante.

Já li muitos livros que sugerem formas de descobrir o propósito de minha vida. Todos poderiam ser classificados como livros de “auto-ajuda”, pois abordam o assunto a partir de um ponto de vista egocêntrico. Livros de auto-ajuda, até mesmo os cristãos, normal- mente propõem as mesmas etapas previsíveis para achar o propósito para a vida: “Dê importância aos seus sonhos. Defina claramente seus valores. Estabeleça algumas metas. Defina em que você é bom. Aspire grandes objetivos. Vá a luta! Seja disciplinado. Acredite em si mesmo. Envolva outras pessoas. Não desista jamais”.

É lógico que essas recomendações freqüentemente levam a grandes êxitos. Pode-se em geral ser bem- sucedido ao buscar uma meta, se houver concentração para o fim proposto. Mas ser bem-sucedido e cumprir o propósito para sua vida são coisas absolutamente distin- tas! Você poderia alcançar seus objetivos pessoais, tornando-se um sucesso pelos padrões do mundo, e ainda assim falhar em alcançar os propósitos para os quais Deus o criou. Você precisa de mais do que conselhos de livros de auto-ajuda. A Bíblia diz: Auto- ajuda não é em absoluto uma ajuda. Sacrificar-se é a forma, a minha forma, de você achar a si mesmo, seu verdadeiro eu?

Este não é um livro de auto-ajuda. Não ensina a achar a carreira correta, a realizar seus sonhos ou a planejar sua vida. Não ensina a encaixar mais atividades em uma agenda lotada. Na verdade, ele ensinará a fazer menos na vida — ao se concentrar no que mais importa. Ele o ajudará a se tornar o que Deus pretendia fazer de você ao criá-lo.

Então, como descobrir o propósito para o qual você foi criado? Você só tem duas opções. A primeira é a especulação. Essa é a opção escolhida pela maioria das pessoas. Elas conjeturam, supõem, teorizam. Quando as pessoas dizem “Eu sempre pensei que a vida fosse…”, querem dizer: “Este é o melhor palpite que posso dar”.

Por milhares de anos, filósofos brilhantes discutiram e ponderaram sobre o significado da vida. A filosofia é um tema importante e tem sua utilidade, mas quando se trata de determinar o propósito da vida, mesmo o mais sábio dos filósofos está apenas supondo.

O Dr. Hugh Moorhead, professor de Filosofia na Northeastern Illinois University, escreveu certa vez para 250 dos mais conhecidos filósofos, cientistas e intelectuais do mundo, perguntando: “Qual o significado da vida?”. Ele então publicou suas respostas em um livro. Alguns deram seus melhores palpites, alguns admitiram ter apenas inventado um propósito para a vida e outros foram honestos o bastante para dizer que não tinham a menor idéia. Na verdade, vários inte- lectuais de renome pediram ao professor Moorhead que respondesse, caso descobrisse o propósito da vida!

Felizmente, há uma alternativa à especulação sobre o significado e propósito da vida. Trata-se da revelação. Podemos nos voltar para o que Deus revelou sobre a vida em sua Palavra. O modo mais fácil de descobrir o propósito de uma invenção é perguntando ao inventor. Descobrir o propósito de sua vida funciona da mesma forma: pergunte a Deus.

Deus não nos deixou às cegas, para ficarmos nos questionando e conjeturando. Ele claramente revelou, ao longo da Bíblia, seus cinco propósitos para nossa vida. É o nosso “Manual do proprietário”, que explica por que estamos vivos, como a vida funciona, o que evitar e o que esperar do futuro. Ela explica o que nenhum livro de auto-ajuda ou de filosofia pode saber. A Bíblia diz: A sabedoria de Deus […] trata profundamente de seus propósitos […] não sendo sua mensagem recente, e sim a mais antiga — que Deus determinou como a forma de aflorar o melhor de si em nós?

Deus não é apenas o ponto de partida de nossa vida: é a fonte dela. Para descobrir o propósito para sua vida, volte-se para a Palavra de Deus, e não para a sabedoria do mundo. Você deve edificar sua vida sobre verdades eternas, e não sobre psicologia popular, histórias inspiradoras e estímulos para alcançar o sucesso. A Bíblia diz: É em Cristo que descobrimos quem somos e o propósito de nossa vida. Muito antes de termos ouvido falar de Cristo e de termos erguido nossas espe- ranças […] ele já tinha seus olhos sobre nós; já havia planejado para nós uma vida gloriosa, parte do projeto global que ele está elaborando para tudo e para todos! Esse versículo nos dá três descobertas a respeito do nosso propósito:

1. Você descobre a sua identidade e propósito através de um relacionamento com Jesus Cristo. Se você não tem esse relacionamento, explicarei mais adiante como iniciá-lo.

2. Deus já pensava a seu respeito muito antes de você pensar a respeito dele. O propósito determinado por ele para a sua vida é anterior à sua concepção. Ele planejou isso antes que você existisse, sem a sua contribuição! Você pode escolher sua carreira, seu cônjuge, seus passatempos e muitas outras partes da sua vida, mas não pode escolher o seu propósito.

3. O propósito da sua vida cabe em um outro propósito muito maior e cósmico, que Deus planejou para a eternidade. É disso que trata este livro.

Andrei Bitov, um romancista russo, cresceu sob um regime comunista e ateu. Mas Deus chamou sua atenção em um dia lúgubre. Ele recorda: “Aos 27 anos de idade, enquanto viajava no metrô de Leningrado (agora São Petersburgo), fui dominado por um desespero tão intenso que a vida pareceu parar de uma vez, anulando completamente o futuro e não deixando nenhum significado. De repente, uma frase apareceu por si só: Sem Deus a vida não faz sentido. Repetindo-a, assombrado, eu repassei a frase como em uma escada rolante, saí do metrô e caminhei para a luz de Deus”.7

Você deve ter se sentido perdido a respeito do seu propósito na vida. Parabéns! Você está prestes a caminhar para a luz.

tempo de refletir-box

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s